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Prq. Rodoviário: laudo aponta crime ambiental. Empresa é intimada

Laudo feito pela Delegacia de Meio Ambiente comprova que houve erosão do solo no local da tragédia que deixou dois mortos.

18/06/2019 10:19h - Atualizado em 18/06/2019 17:27h

Um laudo pericial feito pela Delegacia de Meio Ambiente e pelo Ministério Público do Piauí (MP-PI) constatou a existência de crime ambiental no Parque Rodoviário, local atingido por uma enxurrada que deixou dois mortos em abril deste ano. Com a conclusão do laudo, a empresa proprietária do terreno foi intimada a prestar esclarecimentos e poderá ser responsabilizada pelo incidente.

De acordo com a titular da Delegacia de Meio Ambiente, a delegada Edenilza Viana, o laudo comprovou que houve a erosão do solo do local, o que confirma o dano ambiental, e, com isso, foi aberto um inquérito policial para averiguar se a empresa agiu com dolo (quando há intenção de causar dano) ou não. 

Pq. Rodoviário: Laudo constata crime ambiental e empresa é intimada. (Foto: Rômulo Piauilino/PMT)

“Vamos ouvir a empresa. Precisamos conversar com a empresa para saber se houve negligência com relação ao local, mas não podemos eliminar a hipótese de ter sido um evento da natureza. Afinal, foram vários dias de chuva torrencial. Por isso, precisamos saber se o dano ambiental pode ter sido ocasionado pelo excesso de chuva ou se houve culpa humana”, destaca a delegada.

Segundo ela, a empresa já foi intimada e deve comparecer à sede da delegacia na próxima semana para prestar esclarecimentos. A empresa Oi/Telemar é a responsável pelo clube onde estava a lagoa que transbordou causando uma enxurrada. Na ocasião, a água represada rompeu as paredes de contenção e invadiu casas, deixando duas pessoas mortas e mais de 30 feridos. 

Contraponto

A reportagem do ODIA entrou em contato com a empresa Oi/Telemar para solicitar um posicionamento da mesma sobre os fatos, mas até o fechamento desta matéria a empresa ainda não havia se pronunciado. O ODIA reitera que o espaço continua aberto para quaisquer esclarecimentos.

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Por: Nathalia Amaral

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