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Negligência ambiental contribuiu para tragédia, aponta especialista

De acordo com a Defesa Civil Municipal, a água percorreu cerca de 1 Km até atingir as casas no Parque Rodoviário.

05/04/2019 10:22h - Atualizado em 05/04/2019 10:41h

Uma tragédia surpreendeu os moradores do Parque Rodoviário na noite desta quinta-feira (04), quando uma enxurrada, decorrente do rompimento de um muro por conta das fortes chuvas, atingiu a população da região, arrastando casas e deixando diversas pessoas feridas e três mortos. De acordo com a Defesa Civil, a água percorreu cerca de 1 km até chegar nas residências. Especialista afirma que negligências ambientais contribuíram para o fato. 


Situação do local da tragédia hoje pela manhã (05). Foto: Foto: Rômulo Piauilino/PMT

Segundo o arquiteto e urbanista, Sanderland Ribeiro, a causa da tragédia vai muito além da queda do muro. “Este é um problema antigo. É uma série de erros que culminaram na tragédia da noite anterior. Por exemplo, a ocupação de determinado local sem o controle prévio e o derrubamento de áreas verdes o que resulta em uma região com solo impermeável, ou seja, a água demora a entrar no solo e por isso a cheia é mais rápida”, comenta. 

O urbanista aponta como uma possível solução para o problema a efetivação do planejamento urbano da cidade, principalmente das áreas de riscos. “É preciso que haja um controle durante todo o ano, e não apenas no período chuvoso. Essas áreas que de risco, que ficam perto dos rios e lagoas não devem ser ocupadas, para que assim a água continue fluindo pelo curso natural. Caso contrário, o volume de água tende a aumentar e os problemas não terão um fim definitivo”, explica Sanderland. 

Situação 

A Defesa Civil Municipal continua no local realizando o acolhimento das famílias e o mapeamento completo da região. Até o momento, três óbitos foram confirmados, e 45 famílias encontram-se no estado de desocupação. Não há como precisar o número exato de feridos, pois as vítimas foram atendidas em UBS, hospitais privados e no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). 

Edição: Adriana Magalhães
Por: Geici Mello

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