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Homem é condenado por matar irmão e cunhada carbonizados

José Fernando ateou fogo no quarto onde dormia o irmão e a cunhada e trancou a porta pelo lado de fora.

10/11/2019 08:37h - Atualizado em 10/11/2019 09:03h

José Fernando Pereira Gonzaga foi condenado pelo Tribunal do Júri a 17 anos de prisão em regime fechado por atear fogo no quarto onde estavam o irmão e na cunhada. O crime aconteceu junho de 2018, no bairro Piçarreira, zona Leste de Teresina. 

Foto: Divulgação/PM-PI

O réu foi denunciado pelo Ministério Público pela prática de crimes de homicídios qualificados pelo motivo torpe, pelo emprego de fogo e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas Luís Pereira Gonzaga e Carla Pereira de Abreu


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José Fernando ateou fogo no quarto onde se encontrava o irmão, Luís Pereira, e a esposa, Carla Pereira, quando estes estavam dormindo e trancou a porta pelo lado de fora, impossibilitando a fuga das vítimas.

Na ocasião, uma equipe da Polícia Militar se deslocava para uma ocorrência quando perceberam as chamas saindo da casa e, ao chegarem ao local, se depararam com o casal pedindo socorro.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado e socorreu as vítimas, após fazer o resfriamento do portão, abri-lo e chegar ao interior da casa, onde arrombaram a porta do quarto e encontraram o senhor e a jovem. Luiz Pereira Gonzaga chegou a ser socorrido com 80% do corpo queimado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. 

Já Carla Abreu chegou ao hospital com queimaduras de primeiro e segundo grau em 50% do corpo, na região do tórax, pernas e braços. A vítima veio a óbito após 12 dias internada em estado grave no HUT.

Na sentença, o juiz Robledo Moraes Peres de Almeira, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, considerou os agravantes do crime ter sido cometido contra o irmão do réu, além do fato do réu ter utilizado da relação de coabitação como facilitador para a prática do crime, pois morava com a vítima.

Apesar disso, o Conselho de Sentença reconheceu também a causa de diminuição de pena de que o acusado, na época do crime, não era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato, em virtude de sofrer de doença mental e pelo fato do acusado ter agido "sob violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima". 

Considerando os agravantes e atenuantes, a pena foi afixada em 17 anos de reclusão em regime fechado. O réu não terá o direito de recorrer em liberdade, pois, no entendimento do magistrado, continuam presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva.

Por: Nathalia Amaral

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