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Caso Lara: Réu diz em interrogatório que jovem era garota de programa

Eduardo Pessoa Araújo é acusado de assassinar a jovem em novembro de 2018 e jogar seu corpo no rio. Desfecho do julgamento deve sair às 20H de hoje.

15/10/2019 16:03h - Atualizado em 15/10/2019 17:04h

O réu Eduardo Pessoa Araújo, o Sapão, acusado de matar a jovem Lara Fernandes e de jogar o seu corpo dentro do Rio Parnaíba, afirmou durante o seu interrogatório na tarde desta terça-feira (15) que a jovem era garota de programa e repetiu ser inocente da acusação do crime. 


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Quando questionado pelo promotor João Malato se possuía ciúmes da jovem, Eduardo disse que ela era garota de programa. “Eu só tenho ciúmes das minhas filhas, apenas. Eu já tinha a minha esposa e, por ela ter essa vida, eu não tinha o direito de sentir ciúmes”, afirmou. 

Promotor João Malato. Foto: Assis Fernandes.

O réu disse ainda ser inocente e que na noite anterior ao crime estava com a esposa e as filhas. “Eu não estava às 21h na casa da vítima, nesse horário eu estava em casa. Eu morava na Nova Alegria, num condomínio residencial, eu, minha esposa e minhas filhas”. 

A declaração do réu, horas antes foi contestada durante depoimento de uma testemunha de acusação que relatou ao júri que Lara Fernandes teria saído com Eduardo um dia antes de ser encontrada morta. A testemunha havia relatado também, que durante uma discussão, Lara teria sido arremessada para fora do carro do acusado. 

Testemunha depõe sobre o caso. Foto: Assis Fernandes. 

O promotor questionou um boletim de ocorrência registrado por Lara onde consta que Eduardo teria disparado quatro tiros no portão da residência dela. Todos os pontos apontados pelo promotor foram negados pelo réu. 

No julgamento de hoje, foram ouvidas três testemunhas de defesa e quatro de acusação. O réu foi o último ouvido e por fim o júri, que é comporto por sete pessoas (representantes da sociedade civil) proferirá sua sentença que está prevista para ser divulgada às 20h desta terça-feira.

Eduardo Pessoa responde por crime de homicídio com qualificadora de feminicídio.  A sessão é presidida pela juíza Rita de Cássia da Silva. 

O que diz a defesa do acusado

O advogado de defesa do Eduardo alega que o crime teria sido cometido por outros dois suspeitos. Segundo ele, no velório da vítima, os presentes apontaram uma outra pessoa como autora do crime. Essa terceira pessoa teria uma relação amorosa com Lara. O advogado também afirmou que uma quarta pessoa também estaria ameaçando a vítima.

Edição: Natanael Souza
Por: Jorge Machado, do Jornal O Dia

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