Covid-19: FMS espera que pico de casos diminua em 30 dias

Segundo ele, o aumento no número de casos de covid-19 no Piauí se deve, em especial, à concentração de pessoas na região Norte do Estado durante os feriados de Natal, Réveillon e Carnaval.

25/02/2021 11:56h - Atualizado em 25/02/2021 13:14h

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O presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque, participou, na manhã desta quinta-feira (25), de audiência pública na Câmara Municipal de Teresina para tratar sobre a situação atual da pandemia do novo coronavírus em Teresina. Em entrevista ao O Dia News, o presidente da FMS destacou que a expectativa é de que o pico de casos registrado durante o mês de fevereiro diminua em torno de 30 dias.


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Segundo ele, o aumento no número de casos de covid-19 no Piauí se deve, em especial, à concentração de pessoas na região Norte do Estado durante os feriados de Natal, Réveillon e Carnaval. “Hoje, dois terços dos pacientes que temos em leitos de UTI são do Norte do Estado. Isso prova mais uma vez que, quanto maior for a aglomeração, maior a chance de transmissão da covid-19. A situação crítica em Teresina tem contribuição negativa do Norte do Estado”, ressalta.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

O presidente da FMS aponta ainda que, por ser referência no tratamento de terapia intensiva para os demais municípios do Estado, a rede de saúde de Teresina fica comprometida, com a maioria dos leitos ocupada com pacientes do interior , em especial da região Meio Norte do Piauí. 

Com 86% dos leitos de UTI da rede pública ocupados, Gilberto Albuquerque avalia que a Capital ainda não está em uma situação confortável. No início dessa semana, Teresina chegou a uma taxa de 100% de ocupação em leitos de UTI públicos, o que acendeu um alerta no sistema municipal de saúde. Para que a situação não volte a se repetir, o presidente da FMS pede a cooperação da população com a adoção das medidas de distanciamento, uso de máscara e de álcool em gel.

Outro ponto destacado por ele, diz respeito à cobrança da população em relação à desativação dos leitos dos hospitais de campanha em Teresina. Gilberto Albuquerque defende que a estrutura dos hospitais de campanha é improvisada e deve ser usada apenas durante um curto período de tempo. “O que fizemos foi adequar os hospitais, para que esses leitos fossem adequados num lugar fisicamente correto, com atendimento justo para a população que precisa. Não dá pra ficar fazendo atendimento em hospital de campanha de forma precária, o insucesso é muito grande, os pacientes com covid requerem uma assistência de qualidade”, afirma.


Foto: Assis Fernandes/ODIA

“É o que pode ser feito no momento”, diz presidente da FMS sobre novo decreto estadual

Durante a audiência na Câmara Municipal de Teresina, o presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, avaliou como positivo o novo decreto do Governo do Estado com medidas mais restritivas para conter o avanço do novo coronavírus no Piauí. Segundo ele, para barrar o aumento de casos da doença, seria necessário um lockdown, mas o Governo leva em consideração não apenas o sistema de saúde, como também a situação econômica do Estado e questões jurídicas.

“A gente oferece ao governo essas informações, ele junta a esses outros setores e chega a uma conclusão. Com certeza deve ter sido a melhor decisão possível e é o que pode ser feito no momento. Vamos trabalhar dentro do possível, já que não tem outra medida a ser tomada agora. Com essas medidas que o governador tomou mais a colaboração da população, podemos conter o avanço, pelo menos, de forma acelerada”, frisa.

FMS espera abertura de novos leitos no Hospital do Dirceu, HU e HGV

O presidente da FMS, Gilberto Albuquerque, afirmou que têm solicitado periodicamente junto ao Ministério da Saúde a abertura de novos leitos para tratamento da covid-19 em Teresina. Segundo ele, a expectativa é de que novos leitos sejam abertos nos próximos dias no Hospital do Dirceu Arcoverde, no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí e no Hospital Getúlio Vargas.

Foto: Arquivo O Dia

A abertura de novos leitos visa desafogar o sistema de saúde da Capital, que, em sete meses, perdeu 136 leitos de UTI. Contudo, a ampliação de leitos está condicionada à disponibilidade de equipamentos. “A gente vai continuar abrindo leitos até o limite de equipamentos. Como tínhamos 50 equipamentos que recebemos do Ministério da Saúde, esses estão sendo alocados na rede privada e pública, a nível municipal, estadual e federal, de acordo com a necessidade. Em janeiro já prevíamos que teríamos esse pico e fomos adquirindo esses equipamentos para que, nesse momento, a gente tenha o suficiente para atender a demanda”, destaca.

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Edição: com informações de Mayara Martins.

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