À disposição para 2022, Margarete Coelho declara fidelidade ao PP e Ciro Nogueira

Deputada admite que pode ser a candidata do partido ao governo do estado, mas sinaliza que a tendência é disputar a reeleição

13/01/2021 15:19h

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Em meio às articulações partidárias vislumbrando as eleições de 2022, a deputada federal Margarete Coelho admite que seu nome está à disposição do Progressistas (PP) para disputar o Governo do Piauí pela agremiação. Apesar disso, ressalta que sua prioridade neste momento é manter-se focada nas atividades parlamentares que vem desenvolvendo na Câmara.

“Nosso partido vai ter candidato e todos que possuem um certo capital político estão à disposição do partido. Mas estou trabalhando, dando o meu melhor, e estou muito satisfeita com o espaço que consegui (...) não sei como o partido virá, mas sempre estou à disposição. Não descarto se for convocada, mas estou trabalhando meu mandato de deputada”, frisou a progressista.

Margarete Coelho (Foto: Elias Fontenele/ODIA)

Independentemente do cargo que disputará daqui há dois anos, a deputada ainda precisa acertar outras questões. Além do seu alinhamento político ao governador Wellington Dias (PT), de quem foi vice e mantém amizade pessoal, mantém a indicação da irmã, Sádia Castro, para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) no primeiro escalão da gestão estadual.

Recentemente o presidente do diretório do PP no Piauí, deputado Júlio Arcoverde, afirmou à imprensa que a executiva discutirá até junho essa situação, uma vez que a legenda agora faz oposição ao petista e já se organiza para o próximo pleito, no entanto, Margarete avalia que a declaração do colega foi “uma manifestação pessoal e não do partido” e enfatiza sua fidelidade partidária.

“Ninguém pode colocar em dúvida qual é a minha posição, mas ser do PP não me impede de ter relacionamento com outros partidos e lideranças e, de toda forma, trabalhar pelo nosso estado, independente de quem seja o governador. Tenho uma amizade com Wellington Dias, mas o senador Ciro Nogueira é o meu presidente, meu líder”, declarou a deputada.

Cenário nacional

Em seu primeiro mandato em Brasília, Margarete Coelho tem conquistado importantes espaços e uma posição de destaque nacional, como quando coordenou o Grupo de Trabalho (GT) responsável pela discussão e conclusão do texto do chamado “pacote anti crime" proposto pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, e que acabou sendo aprovado em plenário posteriormente.

Margarete Coelho ao lado de Arthur Lira, candidato à presidência da Câmara Federal (Foto: Elias Fontenele/ODIA)

Atualmente a deputada piauiense está na comitiva de campanha do deputado Arthur Lira, correligionário alagoano que pleiteia a sucessão de Rodrigo Maia na presidência da casa legislativa. A tendência é que, caso o representante do PP desbanque o atual mandatário e seu candidato, Baleia Rossi (MDB), a piauiense amplie sua influência política. “Me deixa em uma posição de vantagem”, conclui.

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Por: Breno Cavalcante

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