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Quadrilha se preparava para fazer mais dois assaltos a bancos no Norte do PI

Informação foi confirmada pelo secretário de segurança e pela Polícia Militar. Cinco já foram presos, dentre eles o filho de um ex-coronel da PM. Pelo menos três seguem foragidos.

06/05/2019 10:22h - Atualizado em 06/05/2019 11:13h

O grupo criminoso que explodiu três agências bancárias na cidade de Campo Maior na última terça-feira (29) estava se preparando para fazer pelo menos mais dois assaltos a instituições financeiras em cidade de Norte do Piauí, mais precisamente na região de Piracuruca. A informação foi repassada pelo secretário de Segurança, Fábio Abreu, e confirmada pelo Comando de Operações Especiais da PM, por meio do coronel Márcio Oliveira.

De acordo com o coronel Márcio, a suspeita de que os criminosos tinham outro ataque a banco em mente se confirmou pela quantidade de explosivos que o grupo tinha montada e preparada para ser usada. “Haviam pelo menos oito explosivos prontos para serem detonados, tinha também dinamites com metalon, geralmente usados em caixas eletrônicos, e explosivos com ímãs, que são usados para explodir cofre fortes.  Eles estavam também fortemente armados, todos com coletes balísticos e fuzis”, explica o coronel.

Márcio Oliveira se refere ao grupo que foi desarticulado na região de Barras e Batalha. Com eles, a polícia apreendeu dois fuzis, sendo um AK47 Russo e um MK Americano, além de seis pistolas, sendo cinco nove milímetros e uma Ponto 40 e armas que disparavam automaticamente.


Coronel Márcio Oliveira, comandante de operações especiais da PM-PI - Foto: Assis Fernandes/O Dia

O possível ataque que eles fariam em cidades próximas a Piracuruca foi frustrado pela ação da polícia ainda no final de semana. Segundo a Secretaria de Segurança, o grupo estaria retornado de Cocal na tarde do sábado quando foi interceptada pelas barreiras policiais. No confronto, eles perderam um veículo e se dividiram: um grupo retornou para Cocal e o outro seguiu para Barras e Batalha. Na ação, eles perderam ainda dois veículos de fuga: um, que retornava para Cocal, ficou sem combustível, e o outro, que levava o grupo para Barras e Batalha, atolou em uma estrada vicinal.

Os suspeitos, então adentraram no matagal. Pelo menos seis do grupo que seguia para Cocal foram mortos durante a abordagem. Do grupo que seguia para Batalha, dois foram mortos na madrugada desta segunda-feira (06). Com cada um dos que morreram no confronto, a polícia encontrou a quantia de R$ 10 mil.

“Em média cada um tinha R$ 10 mil, o que nos leva a crer que eles pegaram e dividiram o dinheiro total do roubo. Entendemos também que quem ficou em Batalha estava com a quantia maior, porque em nenhum dos veículos apreendidos com o outro grupo havia o montante. Não podemos descartar, no entanto, a possibilidade de eles terem enterrado parte do dinheiro”, explica o secretário Fábio Abreu.


Secretário de Segurança, capitão Fábio Abreu - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Filho de ex-PM está entre os presos

No total, havia pelo menos 15 pessoas envolvidas na ação: os oito que morreram, cinco presos e mais dois que seguem foragidos. Entre os presos está o filho do ex-coronel da PM, Francisco Prado. Hassan Prado, segundo a polícia, não atuou diretamente nos ataques aos bancos, mas deu apoio logístico aos criminosos traçando as rotas de fuga pelo estado. Questionado a respeito do envolvimento do filho de um PM na ação, o secretário Fábio Abreu falou em “não isentá-lo da responsabilidade”.


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