"Incêndio em São Raimundo Nonato foi controlado", diz secretário

Queimada ameaçava a Serra da Capivara. Prefeitura de São Raimundo aguarda relatório de geoprocessamento da SEMAR para mensurar a área destruída pelo fogo.

22/09/2021 10:47h - Atualizado em 22/09/2021 11:01h

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Há 11 dias, a região do município de São Raimundo vem sendo destruída pelo incêndio que se alastra pela vegetação. De tão grande, o foco chegou a ser visto por satélite e o fogo ameaçou inclusive a Serra da Capivara. Hoje, a situação se encontra controlada, segundo o que informou André Lins, secretário do Meio Ambiente do Município de São Raimundo.

“Desde sexta-feira passada chegou a uma situação na qual conseguimos atender às demandas sem sobrecarga. Agora vamos aguardar o resultado do geoprocessamento por parte da SEMAR [Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos] e que vai dizer quanto de área verde foi destruída pelo fogo para podermos traçar um plano de ação”, explicou André Lins.

As autoridades de São Raimundo Nonato trabalham agora em duas linhas de ação: a preventiva e a punitiva. Órgãos municipais vão trabalhar em conjunto para planejar campanhas de conscientização dos moradores para os riscos de atear fogo para limpeza de terrenos. E com relação aos focos que já foram identificados, as autoridades buscam agora identificar e aplicar as sanções legais nos suspeitos.


Foto: Divulgação/Joaquim Neto

Estado já tem mais de 4 mil focos de incêndio e MP cobra plano de ação

Só neste mês de setembro, o estado já acumula 4.181 focos de incêndio, segundo o levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A situação mais preocupante está nas cidades de Santa Filomena, Uruçuí e Tamboril. Em Santa Filomena, já são 319 focos de incêndio detectados pelos satélites do INPE.

O fogo consome principalmente a região das Matas, cortada pelos rios Mateiro e Taquaras e já destruí grandes extensões deste bioma. Preocupa ainda mais o fato de que a cidade, que fica a 805Km de Teresina, não possui brigada de incêndio e precisar contar com equipes que se deslocam de outros municípios, como Bom Jesus e Corrente, por exemplo. Em cidades como Buriti dos Montes, a população precisou deixar suas casas por causa da ameaça do fogo, que se aproximava da zona urbana.


Foto: O Dia

Diante da crise e da dificuldade que o Corpo de Bombeiros tem de atender a todas as demandas, que aumentam expressivamente durante o período do B-R-O-Bró, o Ministério Público do Piauí solicitou ações mais efetivas. O Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) requisitou ao Comando Geral do Corpo de Bombeiros a elaboração em cinco dias de um plano de ação para combater a atual crise de incêndios no Piauí.

A solicitação é embasada pelo Relatório de Monitoramento dos Focos de Calor no Piauí, que foi produzido pelo Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA). O relatório apontou a existência de três grandes focos de calor que inspiram maior preocupação no momento. São eles: o Parque Nacional da Serra da Capivara, o Parque Nacional Serra das Confusões e a Área de Proteção Ambiental da Serra da Ibiapaba.


Foto: O Dia

Dentre as principais dificuldades enfrentadas pelo setor operacional do Corpo de Bombeiros, o Ministério Público identificou a falta de recursos e materiais como drones, sopradores, picapes com kit de incêndio, rádios de comunicação, bombas costais e, sobretudo, o efetivo insuficiente da corporação para atender às demandas.

O que o órgão ministerial está requisitando do Corpo de Bombeiros é a discriminação de cada ação que será realizada para combater a crise dos incêndios do Piauí e seu respectivo responsável, além de definição do período para implementação destas ações e o valor financeiro a ser destinado a elas. 

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