Médicos têm autonomia para uso de hidroxicloroquina em THE, afirma Firmino

O prefeito foi questionado sobre a a possibilidade do protocolo utilizado em Floriano ser adotado em Teresina.

14/05/2020 15:05h - Atualizado em 14/05/2020 16:15h

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O prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (14) que o protocolo adotado na capital para o tratamento de pacientes da Covid-19 dá autonomia aos médicos decidirem sobre o uso da hidroxicloroquina. A declaração aconteceu depois que o prefeito foi questionado em entrevista coletiva sobre a a possibilidade do protocolo utilizado em Floriano, no Sul do Piauí, ser adotado em Teresina.

O gestor explicou que o protocolo de atendimento nas unidades de saúde de Teresina foi elaborado por uma comissão técnica e autoriza os médicos a prescrever os fármacos. “Há três semanas a prefeitura tem um protocolo próprio e ele permite a utilização de hidroxicloroquina e corticoides. Agora, essas drogas são utilizadas em situações específicas e só podem ser utilizada a partir do médico. O médico é autônomo para fazer o diagnóstico. Temos um protocolo, mas os médicos são autônomos para fazer a prescrição do tratamento”, afirmou.

Com a repercussão do novo método adotado em Floriano, o prefeito revelou que estão sendo realizadas consultas ao Conselho Federal de Medica, Associação de Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a Sociedade Brasileira de Infectologia para saber se essas entidades recomendam o tratamento.

“Vimos com muita curiosidade e interesse a chegada desse protocolo. Como já temos um protocolo, não podemos rasgar o que foi feito por uma equipe de técnicos da prefeitura. Para nós foi uma surpresa a chegada desse protocolo (de Floriano). E estamos recorrendo a conselhos e associações de medicina nacional para saber se existe base para adotarmos esse protocolo”, disse.

Formado em economia, Firmino Filho alegou não ter opinião própria sobre a hidroxicloroquina. Contudo, defendeu cautela na utilização do tratamento adotado no município do interior do Piauí. Apesar da repercussão nacional, ele lembrou a necessidade de um procedimento que tenha eficácia comprovada por diferentes órgãos.


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Lei seca

lei seca decretada pelo Governo do Estado para este final de semana foi defendida pelo prefeito Firmino Filho. Para ele, a medida é importante para evitar acidentes de trânsito e, consequentemente, o aumento na ocupação dos leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

“Além de reduzir aglomerações, diminui os acidente na cidade. Isso reflete na disponibilidade de leitos no HUT e HGV. A preocupação é preservar os leitos gerais para que numa emergência possam ser transformados em leitos para atender os pacientes da Covid-19 que estão chegando de forma crescente em nossos hospitais", disse. 

Dados apresentados pelo gestor mostram que 64% dos leitos de UTI destinados aos pacientes com a Covid-19 na rede pública e privada estão ocupados, número inferior aos 70,77% de ocupação das UTI’s não Covid. Atualmente, apenas 59 leitos de UTI estão abertos para receber pacientes da doença. O prefeito anunciou que negocia 16 leitos em hospitais privados e a compra de 70 respiradores da Turquia.

Questionado sobre a possibilidade de lockdown, Firmino explicou que a responsabilidade da medida drástica é do governador Wellington Dias. Porém, opinou que o isolamento radical só deve ser adotado aos finais de semana. A conscientização da população é outro ponto questionado pelo prefeito.  “Precisamos fazer um ou dois dias para aprendemos a fazer o lockdown e fazermos bem feito. Não adianta colocar a Polícia Militar, a Guarda Municipal se a população não tiver consciente da necessidade. Se a população não aderir, não tem Exército que dê jeito”.

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Por: Otávio Neto

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