Com aumento nas aposentadorias, déficit previdenciário do Piauí chega a R$ 32 mi ao mês

Somente de janeiro a julho, 842 aposentadorias já foram efetivadas. Destas, 389 com pagamento de pensão.

15/07/2021 11:09h

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Um dos grandes problemas do funcionalismo público diz respeito ao envelhecimento do quadro de pessoal e ao impacto que as aposentadorias geram nas finanças dos Municípios, Estados e da União. O Piauí não foge à regra. No presente momento, o déficit previdenciário do estado chega a R$ 32 milhões mensais, segundo o que informou o presidente da Fundação Piauí Previdência (Piauí Prev), Ricardo Pontes.

Esse déficit se refere basicamente à arrecadação menor do que aquilo que o estado de fato tem que arcar com pensões e aposentadorias. E apesar de ainda ser considerado alto, este déficit de R$ 32 milhões ainda é menor do que o que registrava antes da aprovação da Reforma da Previdência Estadual, em final de 2019. 


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Os números relacionados às aposentadorias e pensões no Poder Executivo Estadual demonstram isso. Só de janeiro a julho de 2021, 842 servidores públicos do Piauí se aposentaram, sendo que 433 são somente aposentadorias e 389 são pensões. Para efeito de comparação, este número é quase 50% das mais de 2 mil aposentadorias efetivadas ao longo de todo o ano de 2020. A própria Piauí Prev diz que o quadro de servidores do Piauí tem um tempo de serviço e de contribuição que permite o pedido de aposentadoria.

“Nós tínhamos um déficit mensal de cerca de R$ 80 milhões por mês e estávamos chegando a R$ 1,2 bilhão por ano. Com a aprovação da reforma, nós fechamos com R$ 430 milhões de déficit anual. Então caiu de R$ 80 milhões para R$ 32 milhões por mês. Teve uma redução considerável, mas ainda temos esse déficit muito grande que preocupa a gestão, porque pela reforma já foi feito o que era possível e agora temos que correr atrás de outras alternativas para tentar supri-lo”, explica o secretário Ricardo Pontes.


Ricardo Pontes é presidente da Piauí Prev - Foto: Jailson Soares/O Dia

Dentre as alternativas viáveis, o Executivo está trabalhando com a carteira de imóveis do Estado, tentando ver quais prédios públicos são possíveis de gerar monetização, ou seja, recursos por meio do aluguel ou da venda. Também estão sendo tratados o fechamento de Parcerias Público-Privadas e sendo mantidas conversas com outros estados e o Governo Federal para que alguns dos recursos arrecadados da dívida ativa sejam canalizados diretamente para o fundo previdenciário para sanar este déficit.

“E também para este recurso ser securitizado, ou seja, transformado em títulos para serem vendidos no mercado e transformarem em recursos para o fundo de previdência. São medidas que estão sendo discutidas a nível nacional”, finalizou Ricardo Pontes.

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