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Suspeito de roubo ao Bradesco de Castelo passou sete dias escondido em matagal

Segundo a PM, Brendo Raniel dos Santos não se alimentava e estava bastante debilitado quando foi encontrado. Ele passou informações sobre a cidade à quadrilha.

26/02/2019 12:40h - Atualizado em 26/02/2019 15:42h

O último acusado de envolvimento na tentativa de roubo ao Banco Bradesco de Castelo do Piauí , ocorrido na terça-feira (19) foi preso na madrugada desta terça (26), mas o que chama a atenção é que ele passou os últimos sete dias escondido em um matagal nas proximidades do município, fugindo da polícia. Identificado como Brendo Raniel dos Santos, 26 anos, ele se encontrava bastante debilitado por não ter se alimentado direito durante a última semana e pedia comida em residências de Santa Cruz. Foi o que informou a Polícia Militar, responsável por sua prisão.

De acordo com o sargento Ranieri, Brendo teve participação efetiva no roubo ao Bradesco de Castelo e deu apoio ao restante da quadrilha, repassando informações sobre a movimentação da cidade dias antes do crime. “Eles tinham apoio em Santa Cruz dos Milagres, na outra margem do rio, só que as viaturas chegaram antes e eles adentraram na mata pra poder fugir. Como estava fraco, por não estar se alimentando, o Brendo não conseguiu prosseguir com a fuga como os demais e acabou ficando para trás e permanecendo no matagal”, relatou o PM.

Suspeito de roubo ao Bradesco de Castelo passou sete dias escondido em matagal. (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)

Brendo foi apresentado no final da manhã de hoje (26) pelos policiais do Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado). Em conversa com a reportagem de O Dia, o delegado Gustavo Jung, responsável pelo inquérito, explicou que ele se instalou em Castelo dias antes do crime para poder dar as coordenadas da ação para o restante do bando.

De acordo com Jung, Brendo chegou a Castelo do Piauí na sexta-feira (15) e a intenção do grupo era praticar o delito já na segunda-feira (18). No entanto, eles tiveram um problema em um dos carros que seriam usados para a fuga e decidiram agir somente no dia seguinte. Durante este tempo, eles deixaram os explosivos escondidos no mato, próximo às margens da rodovia. Ao periciar as bananas de dinamite, o BOPE chegou a afirmar que os explosivos só não detonaram porque estavam úmidos devido à armazenagem equivocada.

A irmã de Brendo também está entre os presos na operação e que participaram da tentativa de assalto. Ela foi presa na semana passada, quando os outros nove envolvidos foram detidos. A mulher estava na companhia de um taxista, que também foi preso na ação, e estaria lhe dando fuga.

Questionado sobre sua participação na tentativa de assalto, Brendo se negou a falar. No entanto, quando perguntado se fazia parte de alguma facção criminosa, ele negou. O rapaz já tem passagens pela polícia, segundo o Greco, e estava fora do sistema prisional há pouco tempo.

Por: Maria Clara Estrêla, com informações de Geici Mello

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