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Família de Gabriel Brenno clama por justiça: “não vamos perdoar”

Familiares falaram ao O DIA sobre o sentimento de revolta e pedem que acusado de assassinar estudante a tiros continue preso e seja condenado pelo crime de homicídio.

08/08/2019 09:40h - Atualizado em 08/08/2019 15:27h

A família do estudante Gabriel Brenno Nogueira da Silva Oliveira, de 21 anos, esteve presente na manhã desta quinta-feira (8), em frente ao Fórum do Tribunal de Justiça, pedindo justiça pelo assassinato do jovem morto a tiros no Centro de Teresina. Deivid Ferreira da Silva, acusado de ser o autor do crime, passa por audiência de custódia no local.

Ao ser preso na manhã de ontem, Deivid Ferreira chorou e pediu perdão pelo crime. Durante a coletiva de imprensa, o acusado disse estar arrependido de ter cometido o homicídio. A família da vítima, no entanto, não acredita no arrependimento do acusado e pede justiça.

Familiares e amigos da vítima pedem justiça. (Foto: Elias Fontenele/ O DIA)

“Ele não chorou, ele fingiu, porque se ele tivesse chorado não teria ido para um salão mudar o cabelo, se ajeitar para poder fugir. Perdão não se dá para um criminoso desse, ele matou meu sobrinho sem qualquer chance de defesa, sem que o Gabriel pudesse se defender. Nós não vamos perdoar”, disse emocionada a tia-avó da vítima, Cladys Nogueira.

A tia-avó de Gabriel Brenno, Cladys Nogueira. (Foto: Elias Fontenele/O DIA)

Segundo as investigações, Deivid Ferreira teria se aproximado de Gabriel Brenno por trás e efetuado o disparo, que atingiu a nuca da vítima, não possibilitando ao jovem chance de defesa. O crime aconteceu no dia 17 de julho, no momento em que Gabriel saía da pensão onde estava hospedado para assistir aula em um curso preparatório. Para a família, o sentimento é de revolta. 

“A perda é terrível. Ele foi covardemente por trás, o meu sobrinho estava fechando o cadeado da porta da pensão. Ele seguia meu sobrinho há dois meses. É muita revolta, é muita dor, não dá pra descrever. Ele vai ser solto, mas meu sobrinho está debaixo do chão, ele não volta nunca mais”, lamentou.


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Em entrevista ao O DIA, o pai do jovem, Evandro Oliveira, disse ter certeza de que o acusado será condenado e receberá pena máxima pelo crime de homicídio. “A certeza que nós temos hoje é de que ele está preso e a justiça vai ser feita. Eu tenho certeza que o juiz que está acompanhando esse caso não vai ter piedade dele. Eu acredito na justiça, acredito no juiz e nos promotores”, enfatizou.

Pais de Gabriel Brenno, Janaína Nogueira e Evandro Oliveira, pedem justiça pela morte do filho. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Após 20 dias do crime, o pai destacou ainda o momento de dor e luto que a família enfrenta. “A dor maior não tem consolo, a dor é grande demais. O sorriso maravilhoso que meu filho tinha... ele era muito querido. Todos os dias é um dia após o outro, nós nunca vamos nos acostumar com a perda do Gabriel, ele não merecia que tivessem tirado a vida dele como esse assassino tirou [sic]”, finalizou.

A mãe do estudante também esteve no local clamando por justiça pela morte do filho e falou sobre o comportamento da vítima nos dias que antecederam o crime. Segundo ela, o jovem teria ficado estranho e aparentava estar preocupado poucos dias antes de ser assassinado. "Ele estava preocupado, como quem estava com medo. Notei também que todo final de semana ele queria ir para Caxias, quando dava na quinta-feira ele já me ligava pedindo pra mandar dinheiro pra comprar a passagem. Ele já saía do cursinho, nem almoçava e já ia direto pra Caxias. Aquela coisa também dele não querer vir de Caxias pra cá. Se ele tivesse me dito, ele não teria voltado", relata.

Mãe relatou que jovem parecia amedrontado dias antes do crime. (Foto: Elias Fontenele/O DIA)

Audiência de Custódia

A audiência de custódia que acontece nesta quinta-feira visa analisar a legalidade da prisão de Deivid Ferreira, bem como as medidas adotadas a partir da detenção, seja o relaxamento da prisão ou a determinação de prisão preventiva ou demais medidas cautelares. Entre os aspectos analisados pelo magistrado e que podem pesar na sua decisão estão os antecedentes do acusado e as circunstâncias de sua prisão.

Por: Nathalia Amaral e Maria Clara Estrêla

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