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Pandemia do coronavírus impacta na exportação de soja no Piauí

Segundo o economista, Fernando Galvão, exportações de soja para China, país epicentro da doença, corresponde de 76 a 80%. O número de importações do país também considerável.

16/03/2020 15:01h - Atualizado em 16/03/2020 18:34h

A pandemia do coronavírus tem provocado abalos no mercado piauiense, nas cadeias globais de suprimento e na atividade econômica mundial, segundo afirmou nesta segunda-feira (16) o economista Fernando Galvão. A China é o maior destino de exportações de soja do Piauí. 

“No estado do Piauí já existe um reflexo, pois nosso grau de conexão com a China (epicentro da doença) estar por exemplo na pauta da exportação. A China é o maior destino das exportações do Piauí, corresponde entre 76 e 80%, já que a maior parte da soja que produzimos vai para o país”, conta.

Foto: Reprodução Internet. 


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A China também figura entre os maiores importadores do Estado. Portanto, os abalos econômicos no país influenciam diretamente no mercado piauiense.

O avanço do coronavírus tem colocado regiões inteiras em quarentena e já deixou diversas pessoas em isolamento, fazendo com que países e governos estaduais fechem fronteiras e decidam ampliar medidas protetivas para conter a disseminação da doença.

O especialista explica que existe uma desaceleração da economia chinesa desde o ano passado fruto do conflito comercial com os Estados Unidos. O novo coronavírus veio para agravar ainda mais a crise. “Então agora vem mais uma vez outro choque externo sobre o país, só que agora um problema de saúde pública. Dessa forma, seremos impactados em nossa balança comercial tanto nacional como local”, explica.

Fernando disse ainda que a pandemia do coronavírus gera incerteza para o mercado. Os adiantamentos de recursos do Governo Federal, por exemplo, são importantes para reativar as atividades econômicas. Contudo, há um problema na paralisação dos setores produtivos para evitar o contágio do coronavírus.  

“É como se o mercado ficasse sem liquidez, sem moeda, sem grana circulando. Você acaba tendo menos compra, venda e produção. A ideia das injeções federal, dos bancos centrais pelo resto do mundo é tentar dar um choque para reativar as atividades econômicas. O problema é que temos uma paralisia de setores produtivos para evitar o contágio da doença. Com isso, a gente acaba tendo uma falha da capacidade de produzir”, explica.

Além dos impactos nos mercados e no comércio global, com interrupção de produção industrial e cancelamentos de grandes eventos, a pandemia tem levado governos a alterar a vida dos piauienses. Nesta segunda-feira (16), a Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e o Instituto Federal do Piauí (Ifpi)  decidiram suspender suas aulas a partir desta terça-feira (17) como medida de prevenção à disseminação do coronavirus. As escolas particulares foram recomendadas pela Seduc a fazer tomar a mesma medida. 

O presidente da Associação Piauiense dos Produtores de Soja (Aprosoja), Alzir Neto, disse que os preços estão sendo alterados por causa da doença. Segundo ele, a instabilidade do mercado preocupa. 

"Não tem impactado nas exportações gerais. O preço tem sido afetado. O preço em dolar tem caído, a instabilidade do mercado é o que gera uma certa aflição", contou. 

Edição: Adriana Magalhães
Por: Jorge Machado, do Jornal O Dia

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