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Empreendimentos tiveram que se reinventar para sobreviver

Para Alexandro, mesmo com as dificuldades, ele conseguiu manter a equipe de funcionários

31/12/2019 11:05h - Atualizado em 31/12/2019 13:07h

O ano de 2019 foi marcado por muitos altos e baixos na esfera econômica. Um período que contou com reduções sucessivas dos juros, altas e quedas históricas da cotação do dólar e, mais recentemente, o aumento do preço da carne bovina para o consumidor final.

Para quem escolheu o empreendedorismo como atividade principal, a palavra-chave foi: reinvenção. É esta a principal definição do empresário Alexandro de Moraes, que trabalha no ramo de confecções com lojas em Teresina e no interior.


Relembre

O empresário Alexandro de Moraes estava animado, no final do ano passado, com a perspectiva de melhora da economia com a mudança política em âmbito nacional. Apesar da empolgação, ele reclamava da alta carga tributária que incidia sobre a venda de seus produtos, direcionados mais às classes C e D. Para sobreviver, empreendimentos tiveram de se reinventar


“O ano de 2018 não foi tão ruim, mas o 2019, comparando com os anos anteriores, senti o impacto da economia e tive que reajustar o meu comércio. Fui diminuindo os custos para saber onde estava melhor, onde estava pior, e fui reinventando todo o negócio. Fiquei frustrado com as expectativas que tinha”, destaca o empresário.


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Em maio, sem sinais de retomada do emprego e da renda, a confiança dos consumidores atingiu seu ponto mais baixo. As lojas de Alexandro oferecerem roupas a baixo custo. Mas mesmo com produtos com custo reduzido, as vendas estancaram. “Este ano senti que a clientela ficou mais receosa em gastar, ficou mais difícil levar o cliente. Hoje a economia está tão incerta que a gente fica sem saber o que investir”, fala.

(Foto: Elias Fontenele/ODIA)

Alexandro, que, mesmo com as dificuldades, conseguiu manter a equipe de funcionários. A estratégia foi fechar uma das lojas maiores e segmentá-la em dois outros lugares, procurando atrair mais clientes e resultados. Deu certo, sem ganhos representativos ou perdas impactantes, as estratégias de negócio do empresário o fazem, mais uma vez, ter esperança de melhoria para o próximo ano.

Mas não só os empresários estão preocupados com o aquecimento da economia, como os próprios consumidores. Janaina Lira, que sempre procura preços acessíveis na hora de ir ao Centro, explica que diminuiu o ritmo das compras. “Mesmo sendo uma pessoa que busca os lugares mais em conta, eu não parei de comprar mesmo. É que quando as coisas apertam, a gente pensa na necessidade primeira”, declara.

Reforma da Previdência concedeu novo fôlego à economia, avalia especialista

Segundo o especialista Eliézer Marins, advogado tributarista e consultor empresarial, o recente encaminhamento da Reforma da Previdência concedeu novo fôlego à economia brasileira em 2019. “No período anterior, é verdade, já havia alguns bons indica dores. Afinal, o segundo trimestre do desempenho econômico do país conquistou um aumento do investimento. Em resumo, há uma quase unanimidade dos economistas quanto à lentidão da recuperação da economia brasileira em 2019. Mas com relação ao futuro, o I PEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) prevê um crescimento econômico de 2,1% para 2020”, destaca.

Por: Glenda Uchôa - Jornal O DIA

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