Dudu diz que Setut não pagava multas aplicadas aos ônibus

A constatação foi realizada durante uma visita dos integrantes da CPI na sede da Strans nesta quinta-feira

29/07/2021 15:34h - Atualizado em 29/07/2021 17:04h

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O vereador Dudu Borges (PT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Teresina que apura irregularidades no transporte coletivo de Teresina, revelou durante entrevista nesta quinta-feira (29) ao programa O Dia News, da O Dia Tv, que as empresas do setor não pagavam as multas de infrações de trânsito aplicadas aos ônibus.


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A constatação foi realizada durante uma visita da CPI na sede da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) nesta quinta-feira. Os parlamentares encontraram uma grande quantidade de processos encalhados no órgão referentes há anos. 

“Fizemos uma vista na Strans para saber como é a sistemática do controle da bilhetagem, como é que está a aplicação das multas, como é que está o andamento. Lá nós vimos um armário grande, “entupido” de infração, de autos de multas aplicadas ao longo dos últimos anos (nos ônibus do sistema do transporte coletivo), isso processo físico, e não tinha a execução dessas multas”, comentou o vereador.

Foto: Jailson Soares / O Dia

“O cidadão comum compra uma moto, não consegue pagar o emplacamento no final do ano, é pego numa blitz e a moto é recolhida com rigor. O sistema de transporte de Teresina que ganha muito dinheiro para prestar um péssimo serviço não paga as multas e ainda recorrer à Justiça dizendo o tem dinheiro a receber do povo de Teresina”, declarou Dudu. 

O presidente contestou ainda a forma como o sistema de bilhetagem acontece na Capital. Segundo as análises da CPI, as informações das catracas dos ônibus são repassadas com atraso de 72h e ainda há possibilidade de alterações posteriores. 

Dudu revelou ainda que o Setut descumpre o contrato ao reduzir a quantidade de ônibus que circulam na cidade. Ele revelou que aos domingos, por exemplo, apenas cinco coletivos rodam na cidade, enquanto o contrato prevê um total de 56 ônibus. 

“Tenho convicção de que o contrato e até os acordos judiciais foram descumpridos pelas empresas de 2015 para cá. E o gestor público que não fez o serviço funcionar há diversos tipos de crimes: prevaricação, improbidade administrativa, enriquecimento ilícito”, finalizou. 

O outro lado

Em nota ao Portal O Dia, o Setut explicou que o pagamento de multas é de responsabilidade das próprias empresas. Já sobre a redução de ônibus, o sindicato disse que a frota está sendo disponibilizada em quantidade superior a demanda. 

Leia a nota 

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) esclarece que os ônibus em funcionamento estão sendo disponibilizados em quantidade superior à demanda apresentada. Pela demanda atual, a frota a ser operada deveria ser de, no máximo, 20% da normal e os consórcios ainda estão conseguindo operar, mesmo sem nenhum repasse da Prefeitura, com quase 35% da frota normal de 394 ônibus.

A entidade reitera que tem buscado, sistematicamente, o diálogo com a Prefeitura de Teresina e alternativas efetivas para solucionar os problemas do sistema de transporte público da capital.

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