Crise do transporte de Teresina só deve ser resolvida em janeiro de 2022, diz Setut

Sindicato disse que aguarda pagamento de todas as parcelas da entrada R$ 10,5 milhões pela Prefeitura para poder atualizar a folha de pagamento dos trabalhadores.

21/10/2021 11:12h - Atualizado em 21/10/2021 11:24h

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A assinatura da convenção coletiva dos motoristas e cobradores de ônibus de Teresina, que vem sendo motivo de impasses entre empresários e trabalhadores e impede a retomada da frota total às ruas, só deve ser assinada em janeiro de 2022. Esta é a data base para um eventual acordo entre as categorias, segundo informa nota encaminhada pelo Setut nesta manhã (21). 


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A atualização da folha de pagamento dos profissionais do setor depende também do repasse de todas as parcelas da entrada que a Prefeitura ficou de pagar aos empresários para quitar a dívida referente aos subsídios do transporte coletivo de Teresina. Essa entrada de R$ 10,5 milhões foi dividida em três vezes: R$ 4,5 milhões em outubro, R$ 3 milhões em novembro e R$ 3 milhões em dezembro. 

Até lá, o Setut diz que não tem como fazer a atualização da folha de pagamento dos trabalhadores referente a 2021. A entidade afirma que já cumpriu com o que foi acordado na última reunião com os motoristas, cobradores, Strans e Ministério Público do Trabalho. 

“Os empresários já fizeram o pagamento da parcela em relação aos valores devidos aos trabalhadores no ano de 2020, tíquete e plano de saúde correspondentes a R$ 720 mil. Esses comprovantes estão sendo devidamente encaminhados para a Strans”, afirmou a assessora jurídica do sindicato patronal, Naiara Moraes.


A advogada Naiara Moraes explica o impasse entre o Setut e os trabalhadores - Foto: Reprodução

Vale lembrar que esta entrada de R$ 10,5 milhões se refere ao exercício de 2020. Os valores devidos pela Prefeitura aos empresários correspondentes a 2021 ainda estão sendo apurados por uma comissão própria no âmbito do Poder Executivo Municipal.

De acordo com o Setut, a frota da ordem de serviço acordada com o ente municipal tem sido cumprida e foi toda colocada à disposição dos passageiros do transporte coletivo de Teresina. Para os empresários, o Sindicato dos Trabalhadores (Sintetro) “tem utilizado a não assinatura da convenção coletiva como pretexto e motivação para promoção de paralisações” uma vez que o acordo está previsto para acontecer só em janeiro do ano que vem e a questão trabalhista dos anos anteriores foi judicializada.

“É preciso que tenhamos uma compreensão de todas as partes que que há compromisso que está sendo cumprido pelos empresários, que estão disponibilizando a frota que foi requerida e que estão sim dentro das medidas e das capacidades econômicas, nos colocando à disposição para fazer diálogo sobre as questões trabalhistas”, finalizou Naiara Moraes.

O Portalodia.com está tentando contato com o Sintetro para se manifestar sobre a nota do Setut.

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