Radiologista foi morto em Teresina após desistir de contratar pistoleiros

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Kleiton Ângelo Guedes teria uma dívida de R$ 6 mil com os acusados de terem lhe matado.

04/12/2020 08:50h

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A justiça negou o pedido de liberdade provisória impetrado pela defesa de Juniel de Sousa Silva, que é acusado de assassinar a tiros o técnico em radiologia Kleiton Ângelo Guedes Assunção Martins em crime ocorrido no dia 12 de dezembro de 2019 em Teresina. Em sua decisão, o juiz Antônio Reis de Jesus Nolleto, da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri, alegou que a motivação e as circunstâncias do homicídio denotam a periculosidade social de Juniel e a existência de risco à ordem pública.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, Kleiton teria sido atraído até o local do crime, no Povoado Taboca do Pau Ferrado, por Juniel e seu comparsa, Antônio Paulo de Oliveira. Ao encontra-los, ele teria sido assassinado com vários disparos de arma de fogo e o motivo do crime teria sido uma dívida de R$ 6 mil em razão de Kleiton supostamente ter contratado Juniel e Paulo para matar uma pessoa e, posteriormente, desistido e contratado outras pessoas para executar um desafeto.


Foto: Reprodução/Facebookj

Insatisfeitos, os acusados chamaram Kleiton até o local do crime e tiraram sua vida. O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Teresina e em agosto, Antônio Paulo foi preso no município de Potirendaba, em São Paulo. Conhecido como “Presídio”, ele tinha um mandado de prisão em aberto e estava foragido desde o dia do crime. 

Juniel, por sua vez, já havia sido detido também em São Paulo, desta vez na capital, no dia 10 de julho. Ele foi preso em caráter temporário e teve sua prisão convertida em preventiva em agosto. Com os pedidos de relaxamento da prisão, os dois permanecem detidos. 

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Por: Maria Clara Estrêla

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