Polícia investiga compartilhamento de vídeo de menino estuprado por vizinhos em Teresina

Crime foi filmado e compartilhado nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

09/06/2021 11:33h - Atualizado em 09/06/2021 11:43h

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A Delegacia de Repressão a Crimes Virtuais de Teresina (DRCI) está investigando o compartilhamento, através das redes sociais e aplicativos de mensagens, do vídeo de um menino de 13 anos sendo vítima de estupro em Teresina. Um dos acusados do crime foi preso ontem (08) por policiais do 4º DP com apoio do GAO (Grupo de Apoio Operacional) no bairro Lourival Parente.


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De acordo com o delegado Andrei Alvarenga, que preside o inquérito, o vídeo mostra a criança visivelmente alterada sob efeito de bebida sendo obrigada a tocar as partes íntimas do acusado, um homem de 56 anos. As imagens foram filmadas, compartilhadas nas redes sociais e acabaram viralizando. Foi depois disso que a polícia tomou conhecimento do ocorrido e procedeu com a identificação do acusado e com o pedido de sua prisão temporária.

Foto: O Dia

“Com essas informações, nos deslocamos até a residência da vítima, falamos com a família, obtivemos novas informações e, com elas, pedimos a prisão temporária do indivíduo. Ele já vinha sendo investigado desde abril e terminamos agora com a concessão da prisão temporária dele e o cumprimento do mandado”, explicou o delegado.

As investigações da polícia apontaram que o acusado tentou embriagar a vítima e forçá-la a consumir álcool e até outros tipos de entorpecentes, o que agrava ainda mais a situação. O indivíduo foi preso e encaminhado ao poder judiciário. O outro acusado, que é irmão do que está detido, segue sendo investigado e a polícia já entrou com pedidos na justiça para que seja efetuada sua prisão.

Com relação à divulgação das imagens, o Grupo de Apoio Operacional da Polícia Civil já encaminhou o relatório para a Delegacia de Crimes Virtuais e esclareceu que todos os compartilhamentos estão sendo apurados para que os responsáveis sejam identificados e punidos criminalmente.


Quem explica é o coordenador do GAO, investigador Joatan Gonçalves: “também responde quem filmou o ato criminoso e quem, posteriormente, propagou estas imagens. Você que tem esse vídeo, apague, não divulgue, porque quem divulgar vai responder criminalmente por isso. A Delegacia de Crimes Virtuais vai identificar essas pessoas, porque o que elas estão divulgando são imagens criminosas, então é um ato tão criminoso quanto o que está sendo praticado no vídeo”, afirmou Joatan.

Ele lembra que, ao tomar conhecimento de crimes como estes ou receber material impróprio, sobretudo envolvendo menores, as pessoas devem imediatamente acionar a polícia e não passar para frente o material que receberem.

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Por: Com informações de Tony Silva, da O Dia TV

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