• COMBATE AO MOSQUITO AEDES AEGYPTI 2019 - 2020
  • SOS Unimed
  • Novo app Jornal O Dia

Justiça concede prisão domiciliar à primeira-dama de Bertolínia

Decisão do desembargador Edvaldo Moura foi motivada pelo fato de que Ringlasia Lino Pereira tem filhas pequenas, uma delas portadora de necessidades especiais.

06/12/2019 08:21h

O desembargador Edvaldo Moura, do Tribunal de Justiça do Piauí, decidiu acatar o pedido impetrado pela defesa para converter a prisão temporária da primeira-dama do município de Bertolínia, Ringlasia Lino Pereira dos Santos, em prisão domiciliar. Ela foi presa na Operação Bacuri, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) do Ministério Público, na última segunda-feira (02).

Na decisão proferida nesta quinta-feira (05), o desembargador levou em consideração o fato de que que Ringlasia é mãe de duas crianças, sendo que uma delas é portadora de necessidades especiais. No entanto, a primeira-dama terá que cumprir algumas medidas cautelares, tais como evitar manter contato com os demais investigados na ação, não se retirar da comarca de Bertolínia, onde corre o processo, e se manter à disposição da Justiça para eventuais intimações.


A decisão foi proferida pelo desembargador Edvaldo Moura - Foto: Arquivo O Dia

Ringlasia, na condição de primeira-dama respondendo a processos judiciais, também não pode manter contato com terceirizados ou quaisquer servidores ligados à Prefeitura Municipal de Bertolínia. 

Entenda

Ringlasia Lino Pereira dos Santos foi presa na última segunda-feira (02) durante a Operação Bacuri, do MP, junto com seu marido, o prefeito de Bertolínia, Luciano Fonseca, a mãe dele, Eliane Maria Alves da Fonseca e o pai, de nome Aluízio José de Sousa. A ação visava o cumprimento de mandados de prisão temporária em um inquérito que apurava o uso de bens públicos para pagamento de dívidas pessoas do gestor e também o desvio de recursos do Município de Bertolínia.

O Portal O Dia tentou contato com a assessoria ou representantes de Luciano Fonseca, mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto para futuros esclarecimentos e manifestações por parte dos envolvidos ou de seus representantes.

Por: Maria Clara Estrêla

Deixe seu comentário