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Juiz mantém prisão de homem que atropelou namorada e matou amiga

De acordo com a acusação, Pablo Henrique Campos já tinha outros processos por violência doméstica e uma medida cautelar.

30/09/2019 11:45h - Atualizado em 30/09/2019 12:14h

O juiz Valdemir Ferreira Santos, titular da Central de Inquéritos de Teresina, decidiu manter a prisão do empresário Pablo Henrique Campos Santos e convertê-la de flagrante para prisão preventiva. Com isso, o empresário que atropelou a namorada Anucha Leite, e acabou matando também a amiga dela, Vanessa Carvalho, responderá ao processo recolhido ao sistema prisional.


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A decisão foi proferida após audiência de custódia realiza no Fórum Criminal da Capital. Participaram representantes do Ministério Público, o advogado de acusação e o advogado de defesa de Pablo Henrique. Um dos fatores que pesou na decisão do magistrado foi o fato de Pablo Henrique já responder a outros processos, inclusive um por violência doméstica.


Segundo a acusação, Pablo Henrique já respondia por outros processos de violência doméstica - Foto: Divulgação/PM-PI

Foi o que informou a assistente de acusação do Ministério Público, Lina Brandão."Ele já respondia a outro processo de violência doméstica e familiar em outro relacionamento, no qual inclusive foi aplicado medidas cautelares e ele não cumpriu, porque voltou a cometer um delito. É um caso de feminicídio consumado e de feminicídio tentado, existe uma jovem de 27 anos que perdeu a vida e uma moça de 34 que está internada. E o estado da Anucha vai ser levado em consideração", discorreu Lina Brandão

A assistente de acusação do Ministério Público classificou a decisão do juiz Valdemir Ferreira como acertada e acredita que Pablo Henrique será levado ao Tribunal do Júri.


O advogado de acusação, Leonardo Queiroz, e a assistente de acusação do MPE, Lina Brandão, classificaram a decisão do juiz como "acertada" - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Já para o advogado de acusação, Leonardo Queiroz, que representa a família de Vanessa, a manutenção da prisão de Pablo e sua conversão em preventiva garantirá a lisura e a isenção do processo investigatório. "Entendemos que foi a decisão mais acertada para garantia da própria investigação. Nos cabe agora aguardar a conclusão do inquérito e adotar as medidas adequadas ao caso", disse o advogado.

Ouvido pela reportagem do Portal O Dia, a defesa de Pablo Henrique, feita pelo advogado Eduardo Faustino, disse que não deslegitima a decisão do juiz, e que o decreto de prisão preventiva é um procedimento normal quando se verifica a autoria e materialidade do crime


O advogado de defesa, Eduardo Faustino, disse que a decisão do juiz poderá ser analisada posteriormente - Foto: Assis Fernandes/O Dia

No entanto, o advogado afirmou que que mesmo bem fundamentada, a decisão poderá ser objeto de análise posteriormente. "O que há a se declarar no momento é que o caso demanda todo o cuidado e atenção com os quais as autoridades vêm agindo. A defesa não deslegitima a atuação da autoridade policial e nem a decisão judicial", finalizou Faustino.

Por: Maria Clara Estrêla

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