Empresário é preso em Teresina por aplicar golpe de mais R$ 2 milhões

Segundo a polícia, ele forjava boletos com endereçamento errado, enviava a empresas do Piauí e acabava recebendo em sua conta o dinheiro que elas depositavam.

09/08/2021 09:34h - Atualizado em 09/08/2021 09:51h

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Um empresário, cujo nome ainda não foi divulgado, foi preso em flagrante dentro de uma agência bancária em Teresina quando sacava R$ 166 mil obtidos com golpes aplicados na internet contra grandes empresas com sede em Teresina e no interior. A prisão ocorreu na última sexta-feira (06), mas só agora foi divulgada pela Polícia Civil.


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A investigação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). De acordo com o responsável pelo inquérito, Francílio Queiroz, a modalidade de golpe aplicada pelo empresário é conhecida popularmente como bolware ou golpe do boleto. O esquema consistia em desviar dinheiro das empresas vítimas por meio da falsificação de boletos. 

O empresário forjava esses boletos de cobrança com endereçamento errado, invadia o sistema de uma das empresas e encaminhava os documentos às outras empresas clientes fazendo a cobrança. Quando elas faziam o pagamento, caíam na fraude e acabavam mandando o dinheiro para a conta do empresário.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

A elucidação do crime se deu a partir da análise de boletins de ocorrência registrados juntos à Delegacia de Crimes Virtuais relatando sempre este mesmo tipo de golpe. “Conseguimos o bloqueio de parte do valor do dinheiro das vítimas. Só o CNPJ do investigado preso gerou mais de R$ 2 milhões em uma única instituição financeira, demonstrando o potencial lesivo da associação criminosa”, explicou o delegado Francílio.

Os policiais lavraram o flagrante do empresário e a justiça já fez a conversão em preventiva. Agora, a investigação seguirá no sentido de identificar outros integrantes da quadrilha.

O golpe do boleto

O bolware ou golpe do boleto é apenas mais uma modalidade de golpe praticada por criminosos que usam as redes sociais ou sistema eletrônicos para se esconderem. O coordenador da Delegacia de Crimes Virtuais, delegado Anchieta Nery, diz que várias empresas têm sido vítimas de golpes online, especialmente porque possuem maior disponibilidade de valores em suas contas. 

São crimes que, segundo ele, podem ser cometidos à distância e acobertado por identidades falsas. Anchieta faz um alerta. “É necessário que o mercado seja cada vez mais criterioso quanto às regras de segurança para realização de transações online, bem como que as pessoas tenham bastante atenção em seus pagamentos e negociações”, diz. 

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