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Em 2019, BRs do Piauí registraram 397 acidentes graves e 113 mortes

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23), as colisões frontais foram as que mais fizeram vítimas no Estado.

23/10/2019 11:36h - Atualizado em 25/10/2019 10:59h

A Polícia Rodoviária Federal apresentou nesta quarta-feira (23) o balanço das ocorrênciase operações registradas e desenvolvidas ao longo dos nove primeiros meses de 2019. Os dados revelam números preocupantes, uma vez que, de janeiro a setembro de 2019, a PRF verificou um aumento de 11% no número de acidentes graves nas BR's do Piauí em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano foram 397 acidentes graves contra 358 em 2018. As ocorrências de agora deixaram 1.160 feridos e 113 mortos.


Os acidentes que mais resultaram em vítimas fatais foram as colisões frontais, que representaram 35,31% do total de ocorrências. Foram 72 acidentes com colisão frontal este ano. Em seguida aparecem os de colisão transversal, com 71 ocorrências. Colisões traseiras aparecem em terceiro lugar, com 53 casos.


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A falta de duplicação das rodovias é um dos principais fatores que facilitam as colisões frontais. Segundo o superintendente da PRF, Stênio Pires, apenas cerca de 3% das rodovias federais do Estado possuem duplicação, sendo a grande maioria estradas de pista simples.

O superintendente da PRF, Stênio Pires. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

“O fato da BR ser duplicada evita o principal tipo de acidente que ocasiona mortes ou lesões graves, que é a colisão frontal. Com as pistas duplicadas não ocorre esse tipo de acidente, não por culpa exclusivamente da rodovia, mas por falta de atenção ou descuido do motorista, pode ocasionar a invasão da pista contrária e provocar algum tipo de acidente”, destaca.

A rodovia mais violenta, conforme mostra o mapeamento, continua sendo a BR-343, que foi cenário de 184 acidentes graves este ano com 40 mortos.  Em segundo lugar na quantidade de acidentes, aparece a BR-16, que contabilizou de janeiro a setembro de 2019 um total de 201 ocorrências graves que resultaram em 26 pessoas mortas.

A rodovia mais violenta continua sendo a BR-343. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Em terceiro lugar, figura a BR-135, conhecida popularmente como “Rodovia da Morte”. Com 44 acidentes graves no total, ela fez 22 mortes este ano no Piauí. Apesar de ser a que menos teve ocorrências, ela é considerada a mais perigosa justamente porque o índice de fatalidade dos acidentes que nela ocorrem é alto.


A falta de atenção dos condutores continua sendo a principal causa de acidentes nas rodovias federais piauienses. Este, ligado à imprudência, foi o motivo de 36,6% dos acidentes notificados este ano pela PRF. Logo em seguida aparece a desobediência às normas de trânsito, com 15,1% do total de ocorrências, e em terceiro lugar vem a ingestão de álcool por parte do condutor, que somou 9,5% dos casos de acidentes.

A motocicleta também segue sendo o veículo com maior número de óbitos e vítimas graves no Estado. Por isso, a PRF tem intensificado a fiscalização da operação Duas Rodasem todas as rodovias federais do Piauí, com o objetivo de reduzir o número de acidentes graves, bem como combater a criminalidade nas rodovias.

A motocicleta também segue sendo o veículo com maior número de óbitos e vítimas graves. (Foto: Divulgação/PRF)

Os dados revelam que, no tocante aos veículos de duas rodas, o estado possui uma frota de 679 mil motocicletas, mas apenas 420 mil motociclistas devidamente habilitados. O déficit é de cerca de 260 mil pessoas conduzindo motocicletas sem habilitação. Soma-se a isso o fato de que o Piauí é o estado brasileiro que mais autua motociclistas por não uso do capacete, que é um item de segurança obrigatório.

Piauí é o estado brasileiro que mais autua motociclistas por não uso do capacete. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Segundo a PRF, foram 9.412 autos de infração lavrados por não uso do capacete. Esta é, no geral, a imprudência mais cometida e registrada com maior frequência nas estradas federais que cortam o Piauí.

Logo em seguida, aparecem as ultrapassagens proibidas, com 4.945 autuações; os casos de ausência de CNH ou permissão para dirigir, com 4.147 registros; depois os casos de não uso do cinto de segurança, com 1.768 registros; e por fim os casos de alcoolemia ao volante, que somaram 1.047 ocorrências.

Apreensões de maconha e cocaína aumentaram 373% em 2019

Chama a atenção os números referentes às ocorrências criminais registradas nas rodovias federais piauienses em 2019 e o quanto eles aumentaram na comparação com o ano passado. As apreensões de maconha e cocaína, por exemplo, subiram 373% de um ano para o outro, tendo, a PRF, recolhido um total de 620 Kg e 211 Kg destas drogas, respectivamente.

Droga apreendida pela PRF. (Foto: Divulgação/PRF)

Já no que respeita às anfetaminas, os números são ainda mais preocupantes: foram 864 unidades da droga recolhidas pela PRF, uma quantidade que representa aumento de 883% em relação a 2019. Também entram nesta conta as apreensões de cigarro, com 138.643 pacotes recolhidos, um aumento de 530%.

Pelo menos 286 animais silvestres foram resgatados pela ação da PRF este ano no Piauí, um acréscimo de 565% em relação a 2019, e pouco mais de 925 m³ de madeira irregular foi recolhida e encaminhada aos órgãos de proteção e fiscalização ambiental.

Destaca-se também a recuperação de 258 veículos com restrição de roubo e furto, o que representa aumento de 156% em relação a 2018; a apreensão de 39 armas de fogo (50% a mais que no ano passado); e de 355 unidades de munições (aumento de 143%).

Abrangência das ações

De janeiro a setembro de 2019, a PRF fiscalizou nas estradas federais piauienses um total de 170.210 veículos e de 164.111 pessoas. Foram realizados 54.546 testes de alcoolemia e as ações educativas da corporação alcançaram mais de 10 mil pessoas em todo o Estado.

Por: Nathalia Amaral e Maria Clara Estrêla

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