Setembro Verde: campanha incentiva doação de órgãos no Piauí

Hoje, no Piauí, mais de 700 pessoas aguardam apenas um sim, para que tenham uma segunda chance de vida

11/09/2021 10:55h - Atualizado em 11/09/2021 11:13h

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Em alusão ao Dia Nacional da Doação de Órgãos que ocorre em 27 de setembro, a campanha ‘Setembro verde: Verde que te quero vida’, traz como principal objetivo conscientizar e incentivar a população piauiense a respeito da doação de órgãos. No Brasil, para ser doador deve-se manifestar o desejo à família. E hoje, no Piauí, mais de 700 pessoas aguardam apenas um sim, para que tenham uma segunda chance de vida. 

(Foto: Divulgação/Redes sociais)

É o que conta o professor Jefferson Lacerda, que teve um fígado transplantado e hoje é representante do movimento de doação de órgãos no Piauí. “Este é um tema muito importante para milhões de brasileiros e brasileiras que aguardam um sim de uma família em uma lista de transplante”, explica.

De acordo com Jefferson Lacerda, durante a pandemia do coronavírus houve uma drástica redução no número de doadores. Enquanto de março de 2020 até o início do segundo semestre de 2021, a fila de pessoas aguardando por um transplante cresceu consideravelmente. “Houve um impacto muito grande nos números de doação durante a pandemia e ainda estamos sentindo este impacto”, comenta.

Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), em alguns casos os números de doadores do ano de 2020 chegaram a ser comparados com os de 2014. Todavia, durante o ano 2021, as doações estão em processo de retomada. “Os transplantes estão voltando a crescer, aqui no Piauí já se tem um bom número, que superam o ano passado”, ressalta o professor. 

(Foto: Assis Fernandes/O DIA)

Além disso, outro fator faz com que as doações de órgãos caiam consideravelmente: a falta de conhecimento. Jefferson Lacerda esclarece que, muitas vezes, a família só precisa de informação para que possa dizer sim à doação de órgãos. “O sim de uma família para doação de órgãos depende muito de uma informação qualificada. Existem vários mitos e preconceitos que cercam a questão da doação e do transplante”, enfatiza.

"Digam sim para a doação e sim para vida"

Jefferson Lacerda conta que durante a pandemia se inspirou em outras pessoas transplantadas que estão engajadas na causa da doação de órgãos. Ele afirma que faz parte de outros movimentos que incentivam os exercícios físicos às pessoas transplantadas e que também levam a causa da doação para a população piauiense. 

O professor explica que o transplante não é cura e sim um tratamento contínuo, onde se devem ter cuidados específicos. Entretanto, Jefferson afirma que hoje ele tem uma nova vida, uma vida plena. “Nós, pessoas transplantadas, somos resultado de um processo complexo em que é envolvido vários profissionais da saúde e que nos dá uma segunda chance de continuar vivendo”, pontua. 

(Foto: Divulgação/Redes sociais)

O professor comenta ainda que o sistema de transplante brasileiro é seguro e que 96% do processo é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Por fim, Jefferson Lacerda relembra a importância da imprensa na divulgação de informações a respeito do transplante e da doação de órgãos e afirma que estes espaços ajudam pessoas transplantadas e movimentos da categoria a levarem a mensagem do ‘sim’. 

“Esses espaços como a TV O Dia abrem um leque de possibilidades para pessoas como eu e várias outras pessoas que levam essa mensagem do ‘sim’. Digam sim para a doação e sim para vida, pois a partir do sim, eu pude estar aqui falando com vocês", finaliza. 


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