Sesapi irá intensificar barreiras sanitárias após confirmação da variante delta no Ceará

Na quinta-feira (29), os primeiros casos da variante indiana foram confirmados no Ceará, sendo dois em Fortaleza, Caucaia e Itapipoca.[

31/07/2021 11:29h - Atualizado em 31/07/2021 11:42h

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A Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (Sesapi) informou na manhã deste sábado (31) que irá intensificar as barreiras sanitárias nas divisas do Piauí com o Ceará para tentar conter transmissão davariante delta (B.1.617) do coronavírus. Na quinta-feira (29), os primeiros casos da variante indiana foram confirmados no Estado, sendo dois em Fortaleza, Caucaia e Itapipoca.

Segundo a Secretaria de Saúde do Ceará, três entre os quatro pacientes do Ceará infectados com a variante delta tiveram sintomas da Covid-19, como dor de garganta e coriza. Um ficou assintomático. Todos os contaminados são moradores do Ceará e retornaram recentemente de viagem ao Rio de Janeiro, em três voos diferentes.

Foto: Reprodução/Pixa Bay

O Piauí não registrou nenhum caso da variante indiana . Contudo, a infectologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), Thallyta Antunes, esclarece que ainda não é hora de relaxar com as medidas sanitárias, já que a variante delta é mais contagiosa que as demais e apresenta um grau de letalidade maior.

“As recomendações de prevenção continuam sendo uso de máscara e higiene de mãos. São medidas extremamente eficazes de contenção da doença. A máscara de pano é eficaz para conter todas as variantes do Sars-cov-2, inclusive a delta”, disse.

Ainda segundo a especialista, a chegada da delta preocupa pela possibilidade de combinação com outras variantes. “Já se sabe que o vírus é mutagênico, tanto é que tem aparecido variantes novas da doença então se isso ocorrer, teremos novas mutações mais perigosas”, completa.

Outras variantes no Estado

Na semana passada, o Laboratório Central de Saúde do Piauí (Lacen-PI) divulgou dados que apontam que seis variantes do coronavírus já circularam no estado. O levantamento foi feito por meio de sequenciamento genético de amostras enviadas ao Laboratório Central da Bahia, através do projeto do Ministério da Saúde que investiga mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 que circulam no Brasil.

Mais transmissível

A variante delta, identificada pela primeira vez na Índia em outubro do ano passado, vem preocupando países e entidades internacionais, além de brasileiras. Ela é mais transmissível do que as demais variantes que já circulam no Brasil, como a gama, identificada inicialmente em Manaus; e a variante alfa, primeiramente encontrada no Reino Unido.

Atualmente, a delta é um dos principais aceleradores da pandemia no mundo, inclusive nos países onde a vacinação está avançada. O novo vírus já circula em, pelo menos, 124 países e já corresponde a 99% dos novos casos confirmados no Reino Unido.

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