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Piauí só recebe 10% das doses de soro contra raiva solicitadas

Especialistas apontam que o soro é tido como a forma mais rápida de controlar o vírus em humanos para casos graves.

21/11/2019 06:53h

Desde abril, os estados brasileiros estão sofrendo com a baixa no estoque do soro contra raiva, distribuído pelo Ministério da Saúde. Segundo o órgão, o problema ocorre desde 2015 e voltou a registrar alerta nos últimos meses. Em documento, a pasta diz que, diante da escassez, tem enviando para distribuição apenas "cerca de 10% do quantitativo necessário".

No Piauí, o Ministério da Saúde distribuía cerca de 300 doses do soro antirrábico e por volta de três mil vacinas contra raiva humana. “A redução é porque está tendo problema na fabricação do soro e o Ministério reduziu a distribuição para os estados desde abril. Em abril e maio, não foi recebida nenhuma dose. Em junho, recebemos 40 doses e agora recebemos 160”, conta Kássia Barros, coordenadora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi).


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Kássia Barros explica que as doses estão sendo enviadas de maneira reduzida para todos os estados e pontua que essa não é uma realidade apenas do Piauí. Ela ainda esclarece que a quantidade que está sendo recebida tem sido suficiente para atender a demanda nos 224 municípios.

“As doses estão reduzidas em todos os estados, mas nesses últimos meses o soro estava realmente mais complicado. Sobre a vacina, estamos recebendo uma média boa e que está sendo distribuída para todo o Piauí, então não está em falta. Desde que começou a diminuir a oferta, temos conversado e equilibrado com os médicos. Infelizmente, não temos sobrando e nem o quantitativo que pedimos, mas estamos conseguindo resolver. Os médicos estão conseguindo equilibrar o pouco de soro e a vacina que a gente recebeu”, frisa Kássia Borges, coordenadora de Imunização da Sesapi.


Foto: Folhapress

O Ministério da Saúde informa que, historicamente, a média de envio mensal do soro aos estados tem sido 12 mil ampolas. Atualmente, a pasta diz ter cinco mil frascos em seu estoque. Em geral, o soro antirrábico é utilizado em conjunto com a vacina nos casos em que uma pessoa é mordida ou ferida de forma grave por um animal suspeito e há maior risco de adquirir a doença.

A indicação depende do tipo de exposição e das condições do animal agressor. Entre os critérios está a ocorrência de ferimentos mais profundos, lesões em partes do corpo de maior circulação sanguínea e se há possibilidade ou não de monitorar o animal, por exemplo.

Só em 2018, foram 58.505 atendimentos no país com uso de soro e vacina antirrábica. Neste ano, de janeiro a setembro, já foram registrados 32.682 atendimentos. Embora a vacina contra a raiva também seja indicada e esteja regular, especialistas apontam quem o soro é tido como a forma mais rápida de controlar o vírus para casos graves.

Por: Isabela Lopes, do Jornal O Dia

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