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Piauí é terceiro pior do Nordeste em coleta de lixo hospitalar

Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, da Associação de Empresas de Limpeza Pública.

02/01/2020 07:56h

O Piauí coletou cerca de 2,1 toneladas de resíduos de serviços de saúde (RSS) em 2018. Em relação ao Nordeste, os índices piauienses na coleta dos RSS só estão à frente dos de Alagoas e Sergipe, que apresentam as menores taxas, respectivamente da região. 


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Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), que ainda revelam uma média de 0,6 quilos desses resíduos coletados por habitantes no Piauí. 

Lixo encontrado atrás do posto de saúde do Povoado Alegria. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

Os RSS incluem substâncias utilizadas para atividades médicas ou assistenciais em locais como hospitais e clínicas médicas, odontológicas ou veterinárias; farmácias, necrotérios e centros de zoonoses, entre outros. 

Segundo a Abrelpe, parte desse descarte não representa ameaça à saúde ou ao meio ambiente, mas ressalta que outros envolvem alto risco, por conter agentes biológicos infecciosos.

Por conta disso, a Abrelpe destaca que a legislação estabelece que certas classes de RSS devem ser tratadas antes de sua disposição final, e alerta que não direcionar esses materiais a unidades de tratamento contraria as normas vigentes e impõe riscos diretos aos trabalhadores, à saúde pública e ao meio ambiente. 

Estado tem capacidade para tratar mais que o dobro destes resíduos, aponta Abrelpe

Apesar de ter coletado cerca de 2,1 toneladas de resíduos de serviços de saúde (RSS) em 2018, a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) assegura que o Piauí possui capacidade instalada para tratar mais que o dobro disso.

Isso porque o levantamento feito pelo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil revela que, ao total, o estado possui uma contingência para 4,7 toneladas, sendo as autoclaves, um tipo de aparelho muito utilizado em laboratórios e hospitais para a esterilização de materiais, a categoria com maior capacidade, pouco mais de 3,2 toneladas. 

O estudo ainda aponta que, em 2018, 4.540 municípios em todo o país prestaram serviços de coleta, tratamento e disposição final de aproximadamente 253 mil toneladas de RSS, o equivalente a 1,2 quilo por habitante ao ano. Apesar disso, a estimativa é que o Brasil tenha capacidade para tratar quase o dobro desse volume. 

Edição: João Magalhães
Por: Breno Cavalcante

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