Ônibus da zona Leste de Teresina paralisam por tempo indeterminado

Motoristas aguardam negociação com a empresa sobre salários atrasados e pagamento de férias.

04/02/2021 10:43h

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Motoristas e cobradores de ônibus do Consórcio Urbanos, que atende à zona Leste de Teresina, paralisaram suas atividades na manhã desta quinta-feira (04) reivindicando o pagamento de férias e de salários atrasados. Pelo menos 17 veículos deixaram de circular e os bairros mais afetados são Planalto Uruguai, Socopo e Satélite e regiões no entorno.

A paralisação segue por tempo indeterminado até que a empresa responsável pelas linhas se manifeste para negociar com os profissionais o pagamento de seus direitos. A informação do secretário da presidência e assistência social do SINTETRO, Francisco Sousa. Em conversa com o Portalodia.com, ele deu detalhes da situação.


Foto: Divulgação/SINTETRO

“A paralisação de hoje é por falta de pagamentos como as férias, que não pagaram janeiro, entramos em fevereiro e nada; também é pelos três meses de atraso dos 30% que a empresa tem que pagar ao trabalhador afastado por conta da pandemia; e tem um outro problema: desde 29 de dezembro que os profissionais afastados deveriam ter retornado aos seus postos, mas a empresa nunca os chamou de volta e eles estão esse tempo todo sem receber salário”, explica Francisco. 

A paralisação dos ônibus da zona Leste de Teresina não é a primeira que acontece esta semana. Na última segunda-feira (01), os motoristas e cobradores da empresa Emtracol, que opera no Consórcio Therezina, zona Sudeste da capital, também cruzaram os braços em manifestação por conta da demissão de um funcionário. Segundo o SINTETRO, o profissional teria sofrido uma retaliação da empresa após manifestar sua indignação pelas condições de trabalho.


Foto: Divulgação/SINTETRO

Ainda não definição sobre se haverá uma nova paralisação por zona amanhã (sexta-feira, 05), mas o SINTETRO já confirmou que deflagrará greve geral em Teresina a partir da meia-noite da segunda-feira (08)

“Estamos na pior situação possível para fazermos nosso trabalho, ainda mais nessa pandemia. Não temos álcool em gel, os terminais seguem precários, sem banheiro, sem água potável, o trabalhador é obrigado a passar intervalo entre as viagens debaixo das árvores. E o motivo da greve é que não foi fechado o acordo coletivo da nossa categoria, que era pra ter acontecido em janeiro”, finaliza Francisco.

O Portalodia.com está tentando contato com a empresa responsável pela operação do Consórcio Urbanus, a Santana, mas até o momento não obteve retorno. Procurado, o SETUT disse que não se pronuncia a respeito de questões envolvendo uma única empresa individualmente.

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