Falso cônsul tem prisão decretada pela Justiça do Piauí

Ele é réu pelo pagamento de suborno para furto de processo administrativo da sede do TJPI

20/01/2021 15:13h - Atualizado em 20/01/2021 15:47h

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O falso cônsul de Guiné-Bissau, Adailton Maturino dos Santos, teve prisão decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina. Ele é réu pelo pagamento de suborno para furto de processo administrativo da sede do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI) e envolvimento em esquema criminoso de venda de sentença e grilagem de terras na Bahia


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O juiz Carlos Hamilton, autor da decisão, explicou que são claras as provas que apontam Adailton Maturino envolvido nos crimes, como a prisão em flagrante. O magistrado considerou ainda a periculosidade do réu contra a ordem pública. O descumprimento de medidas cautelares também foi levado em consideração. 

Foto: Reprodução / Facebook 

“O aludido réu demonstrou não ter a mínima aptidão e respeito em cumprir decisões judiciais, pois a despeito da revogação das medidas cautelares que lhe foram impostas, em 2018, a Operação Faroeste deflagrada em novembro de 2019, e amplamente divulgada nacionalmente pelos veículos de comunicação, inclusive pelo suposto envolvimento de autoridades judiciárias do Estado da Bahia”, escreveu em trecho da decisão.

Adailton Maturino é advogado e se passava por cônsul de Guiné-Bissau. No 2014, ele foi preso acusado de ter subornado uma zeladora no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) para furtar processo administrativo que tramitava na Corregedoria Geral de Justiça (CGJ/TJ-PI), mas ganhou liberdade dois dias depois. 

Em 2019, Adailton foi preso novamente na Operação Faroeste por venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para grilagem de terra. Segundo a denúncia, ele atuava como operador do esquema entre os meses de dezembro de 2017 e junho 2018. Nesse período, o falso cônsul movimentou mais de R$ 33 milhões. 

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