Desembargadora delata esquema que envolveu falso cônsul que atuava no Piauí

Operação investiga suposto esquema de pagamento de propina para decisões judiciais

16/07/2021 15:58h

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Com mais de um ano e meio de deflagrada a primeira fase da maior operação sobre vendas de decisões judiciais do Brasil, a Faroeste, a desembargadora afastada Sandra Inês Rusciolelli, do Tribuinal de Justiça da Bahia, fez delação premiada que menciona 68 envolvidos. Empresários, advogados e magistrados são citados na delação inédita da desembargadora.

O ponto de partida da operação foram as suspeitas de favorecimento judicial à grilagem em uma área de 366 mil hectares no extremo oeste da Bahia, próximo à divisa com o Piauí. Um dos interessados nesse terreno era o empresário Adaiton Maturito, conhecido como falso cônsul de Guiné-Bissau, preso preventivamente. Ele teve prisão decretada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina. Adaliton é réu pelo pagamento de suborno para furto de processo administrativo da sede do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI).


Falso cônsul tem prisão decretada pela Justiça do Piauí 



Foto: Reprodução / Facebook 

Entenda o caso do falso cônsul 

Adailton Maturino é advogado e se passava por cônsul de Guiné-Bissau. Em 2014, ele foi preso acusado de ter subornado uma zeladora no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) para furtar processo administrativo que tramitava na Corregedoria Geral de Justiça (CGJ/TJ-PI), mas ganhou liberdade dois dias depois. 

Em 2019, Adailton foi preso novamente na Operação Faroeste por venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) para grilagem de terra. Segundo a denúncia, ele atuava como operador do esquema entre os meses de dezembro de 2017 e junho 2018. Nesse período, o falso cônsul movimentou mais de R$ 33 milhões. 

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Fonte: Com informação da Folha de São Paulo

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