Covid: Ministério da Saúde exclui adolescentes sem comorbidades da fila de vacinação

Ministério alega que este público é assintomático. Crianças e adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades ou deficiência permanente continuam como prioridade na vacinação.

16/09/2021 10:40h - Atualizado em 16/09/2021 10:50h

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O Ministério da Saúde encaminhou nota técnica para as secretarias estaduais de Saúde excluindo os adolescentes sem comorbidades de 12 a 17 anos da fila de vacinação. O que o órgão alega é que este público apresenta sintomas leves ou são assintomáticos quando contraem a covid-19. 

Vale lembrar que a nota técnica do Ministério exclui somente os adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades, mas mantém como prioridade na fila de vacinação as pessoas nesta faixa etária que possuem comorbidades e deficiência permanente.

A decisão do Ministério da Saúde vem um dia após a Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi) anunciar o início da vacinação para crianças e adolescentes de 12 a 17 anos. Em todo o estado, mais de 540 mil pessoas fazem parte deste público e algumas delas já chegaram a se vacinar contra a covid-19: é que em 54 municípios, as pessoas de 12 a 17 anos já receberam ao menos a primeira vacina com doses próprias recebidas em remessas anteriores.

Foto: O Dia

O Governo do Estado, por meio da Sesapi, já informou que vai iniciar tratativas com o Governo Federal para que as crianças e adolescentes sem comorbidades de 12 a 17 anos possam ser imunizadas contra a covid-19. “Mesmo com a justificativa apresentada, vamos lutar para que todos os jovens sejam vacinados. Os pais merecem ter a segurança de enviar seus filhos para a escola com tranquilidade”, afirmou o secretário Florentino Neto.

Ainda ontem, durante a coletiva de anúncio da abertura de vacinação para este público, o pediatra Vinícius Nascimento destacou a importância de se vacinar crianças e adolescentes em uma faixa ampla, porque este é um dos públicos mais expostos ao coronavírus. “São crianças e adolescentes que estão indo para as escolas e que precisam ir para as universidades. E há estudos clínicos avançados que comprovam que é seguro vaciná-los”, explicou.

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