Covid-19: Pesquisador explica qual a chance de uma terceira onda no Piauí

Emídio Matos cita o exemplo da cidade de Landri Sales, no interior do Piauí, que apresentou nas últimas semanas um surto de casos

14/07/2021 13:59h

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Uma terceira onda da Covid-19 no Piauí era uma preocupação das autoridades de saúde no primeiro semestre. Com o avanço da vacinação no estado, as chances de um novo pico da doença foram reduzidas, mas ainda existem possibilidades de um novo aumento de novos casos e óbitos pelo novo coronavírus. 

O professor doutor Emídio Matos, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) explicou em entrevista ao programa O Dia News, da O Dia Tv, que é motivo de alerta os casos de variantes do vírus que surgem através de mutações e estão causando novas ondas de contágios em países que estão com grande parte da população vacinada.


“A gente está olhando para outros países do mundo que estiveram sempre à frente do Brasil em casos. O que a gente percebe é que a vacina tem sido eficiente no mundo inteiro. Temos duas regiões. Israel, que vacinou muito bem, e Reino Unido. Percebemos redução da gravidade da doença e letalidade, mas se começa a ter, por exemplo, no Reino Unido, o surgimento de novos casos por conta da variante”, afirmou. 

O pesquisador comentou que estudos em todo o mundo apontam que os imunizantes que estão sendo utilizados são eficazes contra as variantes, com exceção de uma que teve origem na Califórnia (EUA). “Isso significa que precisamos nos manter alertas porque eventualmente uma dessas variantes pode fugir das vacinas e a gente perder o controle”, disse. 

Emídio Matos cita o exemplo da cidade de Landri Sales, no interior do Piauí, que apresentou nas últimas semanas um surto de casos do novo coronavírus. Ele defendeu uma investigação epidemiológica no município para os motivos sejam esclarecido e estratégias possam ser adotadas para o mesmo aconteça em outras regiões do estado. 

Covid longa 

O professor Emídio Mato apontou que é necessário a reorganização da Atenção Básica de Saúde no Piauí. “80% das pessoas que tiveram Covid vão ter sequelas, o que chamamos de Covid longa. Precisamos reorganizar a atenção básica para receber essa população, fazer triagem, encaminhar para média e alta complexidade”, disse. 

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