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Candidatos vêm da zona Rural de Teresina para fazer prova

Moradores do município de Nazária e de povoados nas cercanias da Capital precisaram sair de casa um pouco mais cedo e falam sobre tensão para a prova.

10/11/2019 16:08h

Nem só os candidatos que residem na zona urbana da Capital comparecem hoje aos centros de aplicação de prova do Enem. Teresina também recebe pessoas vindas da zona Rural e até mesmo de municípios menores que formam a região metropolitana. São estudantes que precisaram acordar um pouco mais cedo neste domingo (11) para poder sair de casa a chegar aos locais de prova a tempo.


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É o caso de Francisca Jacqueline de França, 30 anos. Prestando o Enem pela sexta vez, ela mora na cidade de Nazária, a 38 Km de Teresina, e precisou sair de casa às 10 horas da manhã para pegar o ônibus e estar no portão de entrada do local de prova antes do fechamento. Falando ao Portal O Dia, ela disse que entraria um pouco tensa para fazer o Enem, por conta de hoje as questões serem em sua maioria de cálculo.

“Mesmo sendo a sexta vez que faço, é sempre como se fosse a primeira vez. Já terminei os estudos e fico um pouco tensa porque cálculo é mais difícil, mas vamos ver no que dá”, explica ela, que afirma ainda não ter decidido em que curso pretende tentar ingressar com a nota do Enem.


Francisca Jacqueline de França - Foto: Elias Fontinele/O Dia

A tensão também foi partilhada por Rita Célia de França, mãe de Francisca, que também faz o Enem. Com 51 anos de idade, ela conta que se sentiu prejudicada de certa forma já desde o primeiro dia do Enem, devido ao tema da redação ter abordado a democratização do cinema brasileiro. Rita conta que nunca teve a oportunidade de ir ao cinema na vida.

“Quando a gente abre [a prova] e vê, a gente fica sem saber mesmo nem como começar, porque ninguém tem muito acesso”, disse. Assim como a filha, Rita afirmou que faria este segundo dia de Enem um pouco tensa também por conta das questões envolvendo contas. “Nós moramos na zona rural de Nazária, não frequentamos cursinho e Matemática requer muito cálculo, mas não podemos perder a esperanças”, disse Rita Célia.


Rita Célia de França - Foto: Elias Fontinele/O Dia

Quem também veio da zona Rural de Teresina para prestar este segundo dia de Enem foi a estudante Ana Caroline Rodrigues, 15 anos. Natural do Estado do Pará, ela conta que escolheu Teresina para estudar porque viu na Escola Família Agrícola do Povoado Soinho a oportunidade de aliar os estudos com o técnico em agropecuário.

“Decidi vir pra cá porque a cidade que eu moro [no Pará] não me oferecia recursos como eu queria. Escolhi Teresina porque tem essa escola que oferece o técnico em agropecuária e como na minha família tem muito agricultor familiar, decidi vir pra cá”, explicou. 

Ana Caroline entrou para fazer a prova do Enem esperando conseguir responder todas as questões a contento. Ainda com 15 anos, ela faz o exame como treineira e espera, nas edições dos próximos anos, conseguir a pontuação necessária para ingressar no curso de medicina em alguma universidade pública.

Por: Maria Clara Estrêla, com informações de Nathalia Amaral

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