Alergias não são fatores de risco para contrair Covid-19

A asma atinge até 15% da população brasileira e a rinite até 30% dos adolescentes no País

01/07/2020 13:00h - Atualizado em 01/07/2020 13:24h

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Embora as alergias, como rinite ou asma não sejam fatores de risco para que uma pessoa contrair coronavírus, essas doenças podem se tornar um fator complicador para uma pessoa que venha a ter Covid-19. Por isso, deve-se redobrar os cuidados com as alergias nesse período de pandemia.

Segundo o Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), é muito importante manter o controle da doença, principalmente nesse período de pandemia. Isso porque se a asma não estiver sob controle, pode acarretar complicações ao paciente caso ele contraia a Covid-19. O mesmo vale para a rinite.

A asma, que atinge entre 10% e 25% da população brasileira, e a rinite, que segundo estudo ISSAAC (Internacional Study of Asthma and Allergies), compromete cerca de 26% crianças e 30% dos adolescentes, são as mais prevalentes nesta época do ano, que apresentam temperaturas mais frias e tempo seco.

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(Foto: reprodução)

De uma maneira geral, pacientes com diagnóstico de alguma imunodeficiência primária apresentam o mesmo risco que todas as pessoas para se infectar pelo coronavírus, mas apresentam riscos diferentes para ter a doença respiratória grave por esse vírus, na dependência do tipo de defeito do sistema imunológico.

As medidas mais importantes em pacientes com imunodeficiência primária são manter isolamento social, particularmente pelos pacientes com doenças de maior risco de Covid-19 grave e estendido a todos os indivíduos que moram na mesma casa ou cuidam deles. Também não deve-se suspender qualquer tratamento sem conversar com seu médico; a aplicação de imunoglobulina não deve ser suspensa, mas mudanças no intervalo de aplicação e uso domiciliar devem ser considerados; e não usar qualquer medicamento novo sem conversar com seu médico são algumas das recomendações, além das referentes à higienização das mãos, máscaras, etc.

Flavio Sano, presidente da ASBAI, enfatiza a importância de não se abandonar o tratamento prescrito pelo especialista. “Estamos com um trabalho permanente para informar pacientes e famílias sobre as alergias e Covid. Neste momento, a informação é uma das peças-chaves para combater o novo coronavírus”, conta.

Medicamentos

O uso de medicamentos para controlar a rinite ou asma deve ser feito com cautela. O corticoide dexametasona, segundo estudos feitos pela Universidade de Oxford, tem se mostrado muito eficaz na redução de mortalidade  em pacientes em estado grave de Covid-19. Porém, é importante salientar que o medicamento não serve como prevenção do coronavírus, além de poder aumentar o risco de contrair a doença e apresenta diversos efeitos colaterais, entre eles: osteoporose, glaucoma, aumento da glicose no sangue, da pressão arterial e aumento de peso.

A anafilaxia, indicado para pacientes com histórico de anafilaxia, devem ter sempre por perto a adrenalina, medicamento de emergência que deve ser aplicado imediatamente à reação alérgica, considerada a mais grave e que pode levar a óbito. Nos casos de anafilaxia grave, o Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI orienta manter a conduta e seguir o plano de ação habitual, procurando serviços de emergência imediatamente após o uso de adrenalina.

O uso da telemedicina é recomendado para discutir, proativamente com o paciente, o manuseio da anafilaxia durante este período. Monitorar a pressão arterial e a saturação de oxigênio com oxímetro de pulso podem ser úteis para avaliação domiciliar.

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Por: Isabela Lopes, com informações da Asbai

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