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Vale se comprometeu a desativar barragens críticas, diz ministro

Caso isso não seja possível, disse o ministro, a empresa vai "construir barragens de contenção, para que não ocorra nenhum tipo de acidente com dano à vida humana".

29/01/2019 15:19h

O ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima, afirmou que a Vale se comprometeu com o governo de Minas Gerais a desativar as barragens construídas com o método usado nos empreendimentos em Brumadinho (MG) e Mariana (MG), depois do rompimento na semana passada.

Caso isso não seja possível, disse o ministro, a empresa vai "construir barragens de contenção, para que não ocorra nenhum tipo de acidente com dano à vida humana".

Costa Lima afirmou que terá uma reunião com a diretoria da Vale nesta terça-feira (29) "e depois disso vou ter melhores informações".

Quatro ministros do governo Bolsonaro nesta terça deram uma entrevista à imprensa sobre a condução da crise gerada pelo rompimento da barragem em Brumadinho, que causou a morte de 65 pessoas e o desaparecimento de outras 288 até o momento.

O método chamado de alteamento a montante foi empregado em Brumadinho e na barragem do Fundão, da Samarco, em Mariana, que rompeu em 2015. Nele, novas etapas da barragem são construídas sobre rejeitos já depositados.

O ministro Gustavo Canuto, do Desenvolvimento Regional, afirmou que, das mais de 20 mil barragens cadastradas no Brasil, 3.386 são classificadas com potencial associado alto ou risco alto.

Ele disse que não há prazo definido para as fiscalizações e que os diversos órgãos federais e estaduais responsáveis terão de estipular suas prioridades.

"A gente não tem como precisar. A diretriz é que seja feito o mais rápido possível, mas é um trabalho que precisa ser feito com muita cautela."

O ministro afirmou que a meta de fiscalizar as 3.386 barragens é corajosa. "Não é da noite para o dia que a gente vai conseguir fiscalizar todas", afirmou Canuto. "Mas, de fato, o governo está preocupado e colocando isso como prioritário."

O governo afirmou que fará um plano de ação de emergência para orientar a população sobre o que deve ser feito em momento de desastre.

"Se, na pior das hipóteses, acontecer um rompimento, que a população saiba como proceder e minimizar perdas de vidas humanas, que é o principal objetivo", disse Canuto.

Fonte: Folhapress

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