Temer desiste de gabinete publicitário para gerenciamento de crise

A iniciativa foi discutida pelo peemedebista em meio à tramitação de denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara dos Deputados e na tentativa de melhorar a imagem da gestão federal.

24/08/2017 14:07h

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Com a avaliação de que houve um arrefecimento na crise política, o presidente Michel Temer desistiu de reforçar a equipe de comunicação do Palácio do Planalto.
A proposta era montar uma espécie de gabinete publicitário para iniciativas como gerenciamento de crise, atendimento a veículos de imprensa e aprimoramento de medidas governamentais.
A iniciativa foi discutida pelo peemedebista em meio à tramitação de denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara dos Deputados e na tentativa de melhorar a imagem da gestão federal.
A ideia era remanejar para a Presidência da República contratos em vigor que foram vencidos por meio de licitação por empresas de comunicação para atender a pastas da Esplanada dos Ministérios.
A realocação dos contratos foi discutida pela Secretaria de Comunicação Social com empresas como Grupo Inpress, da CDN Comunicação, e FSB Comunicação.


Foto: Lula Marques

A última atende à JBS, do empresário Joesley Batista, que acusou o presidente de liderar a "maior organização criminosa do país" e cuja delação premiada baseia parte da denúncia e do inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal.
A comunicação é considerada uma área sensível do governo peemedebista desde que o presidente assumiu o Palácio do Planalto, em maio do ano passado.
Para tentar melhorá-la, Temer recriou o cargo de porta-voz e abriu processo de licitação para empresas de publicidade no valor anual de R$ 208 milhões, que pode ser renovado por até cinco anos.
A iniciativa foi a maior feita pela Secretaria de Comunicação Social na gestão peemedebista.
Ele também contratou o publicitário Elsinho Mouco, que foi marqueteiro do PMDB, para gerenciar as redes sociais da Presidência da República.

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Fonte: Folhapress

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