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Suspensão de habilitação por dirigir embriagado dispara no estado de SP

Segundo os dados do Detran, o crescimento no número de processos de suspensão foi mais acentuado na capital.

30/12/2018 13:55h

O número de processos de suspensão de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por embriaguez ao volante explodiu entre janeiro e novembro deste ano no estado de São Paulo, na comparação com igual período dos dois últimos anos. Segundo dados do Detran, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, foram 79.995 casos no estado nos primeiros 11 meses deste ano, o que dá uma média de 240 processos por dia. Na comparação com o mesmo período do ano passado (61.532 suspensões), o aumento foi de 30%.

A abertura do processo acontece por meio da publicação da portaria de suspensão da carteira de habilitação. Ela é o primeiro passo para que o motorista que bebeu e assumiu o volante perca o direito de dirigir por um ano após ter sido flagrado. O autuado pode recorrer, mas na maioria dos casos acaba tendo a CNH suspensa.  Segundo os dados do Detran, o crescimento no número de processos de suspensão foi mais acentuado na capital. Em 2017, de janeiro a novembro, o Detran suspendeu 15.260 carteiras de habilitação por alcoolemia. Já neste ano foram 21.279 suspensões, alta de 39,4%.

Segundo a Polícia Militar, foram submetidos ao bafômetro neste ano, entre janeiro e novembro, 235.910 motoristas só em operações do CPTran (Comando de Policiamento de Trânsito), fora aquelas dos batalhões de área. Desses, 18.870 foram autuados por embriaguez ao volante (1 em cada 12).


Foto: Reprodução

O analista de departamento pessoal Fernando Luís de Siqueira Gazola, 40 anos, passou ontem de madrugada por uma blitz realizada pela PM e foi aprovado. "Nunca bebi. Quando saía com os amigos, sempre fui o motorista e acho que salvei muita gente. O pessoal voltava acabado e eu estava atento", disse.

Desde abril, aumentou a punição para o motorista alcoolizado que provoca acidente com morte ou lesão corporal. Anteriormente, a pena ia de 2 a 4 anos de prisão. Agora, é de 5 a 8 anos, sem direito a fiança. Casos de lesões graves ou gravíssimas, antes punidos com 6 meses a 2 anos de detenção passaram a ter pena de 2 a 5 anos. O Detran diz que dados mostram que 94% dos acidentes fatais são causados por falha humana, entre elas consumo de álcool.

Em relação aos dados, o Detran informa que o aumento no total de processos abertos contra condutores se deve à ampliação constante da fiscalização da Lei Seca em todo o estado. De 2013 a 2018, o total de veículos fiscalizados apenas pelo Programa Direção Segura, coordenado pelo Detran, passou de 12.746 para 89.725, avanço de 604%. O total de condutores autuados passou de 1.226 para 4.664 (280%).

Ainda segundo o órgão, a autuação de condutores embriagados no estado caiu para o menor nível desde 2013, quando o programa foi criado, se comparado com o total de veículos fiscalizados. Em 2018 (até 22 de dezembro) foi registrada 1 autuação a cada 19,2 veículos fiscalizados. Em 2013, essa proporção era de 1 para 10,3 fiscalizações.

Fonte: Folhapress

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