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'Irmã Dulce santificou-se pela vivência plena do amor', afirma Tony Batista

Vigário-geral da Arquidiocese de Teresina, que conheceu pessoalmente irmã Dulce, celebrou o anúncio da canonização da religiosa baiana.

01/07/2019 18:21h - Atualizado em 01/07/2019 19:16h

A Igreja Católica Apostólica Romana anunciou nesta segunda-feira (2) que a religiosa soteropolitana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a irmã Dulce (1914-1992), será canonizada no dia 13 de outubro deste ano

A celebração vai ocorrer no Vaticano, em Roma, com a presença do Papa Francisco. Irmã Dulce será a primeira mulher nascida no Brasil a receber o título de santa.

O monsenhor Tony Batista, que conheceu irmã Dulce pessoalmente, celebrou a notícia de que a religiosa será canonizada, ressaltando que ela se doou como poucos à caridade.

A religiosa soteropolitana Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, a irmã Dulce, nasceu em maio de 1914 e faleceu em março de 1992 (Foto: Divulgação)

"Para nós, é uma alegria muito grande saber que agora, se Deus quiser, contaremos com irmã Dulce na glória dos altares. Ser santo é a vocação de cada um de nós. Foi o próprio Jesus Cristo quem nos disse: 'Sejam santos como Vosso Pai celeste é santo'. De tal maneira que ser cristão e não ser santo é uma anomalia. E santo não nasce pronto. Deus não escolhe as pessoas prontas, ele dá a ferramenta para que a pessoa se apronte ao longo da caminhada, e a irmã Dulce santificou-se pela vivência plena do amor. Ela amou exaustivamente. Ela deu a vida pelos pobres, pelos pequeninos, pelos marginalizados, pelos preferidos de Deus", afirma Tony Batista, vigário-geral da Arquidiocese de Teresina.

Monsenhor Tony Batista conheceu pessoalmente irmã Dulce (Foto: Elias Fontinele / Arquivo O DIA)

O clérigo também destaca que, mesmo sendo uma mulher aparentemente frágil, irmã Dulce conseguia mobilizar uma multidão para fortalecer seu trabalho de assistência aos mais carentes de Salvador. 

"Eu conheci pessoalmente a irmã Dulce, sobretudo quando ela ia a uma famosa feira em Salvador. Ela, muito frágil, ia na frente pedindo esmolas, e as pessoas com as cestas recolhiam o que davam para irmã Dulce. Assim ela fazia nas imediações do mercado modelo, na cidade baixa, em vários pontos da cidade. Ela era conhecida por toda Salvador. Era muito frágil fisicamente, mas era uma fortaleza de coração e de alma", acrescenta o monsenhor Tony Batista.

Por: Cícero Portela

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