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Eleição UFPI: chapa pede impugnação dos dois candidatos mais votados

Quinta colocada nas eleições para reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), a chapa UFPI Meritocracia, liderada pelos professores Marcos Sabry e Antônio Airton, entrou, nesta sexta-feira (21), com um pedido de impugnação do registro de candidatura das duas chapas mais votadas no processo eleitoral.

A alegação é que os professores André Macêdo e Carlos Saitvencedores da disputa para reitor e vice , respectivamente, além de Nadir Nogueira, segunda colocada na eleição, não obedeceram as regras de elegibilidade estipuladas por resoluções do Conselho Universitário (Consun).

Isso porque os três citados acima exercem cargos na gestão atual administração da instituição de ensino superior mas, pela regra eleitoral, os candidatos precisavam se afastar de suas funções após registrarem suas chapas, o que não foi respeitado segundo a UFPI Meritocracia. 

"Não pode esta comunidade universitária tendo conhecimento e elementos que comprovem a exigibilidade desta condição, calar-se e permitir que estes concorram da mesma forma com outros, descumprindo a resolução atinente à espécie, qual seja: a obrigatoriedade do afastamento dos cargos de direção ou função gratificada", protesta o documento protocolado junto à Comissão Eleitoral.

Caso se confirme a impugnação, a UFPI Meritocracia passará a integrar a lista tríplice a ser encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro, que escolherá a nova composição da reitoria da universidade.

Contraponto

Em nota, a Chapa 04, que teve os professores André Macedo e Carlos Sait que ficaram em primeiro lugar na consulta para reitor e vice-reitor, respectivamente, informou que recebe com surpresa a informação do pedido de impugnação por parte do professor Marcus Sabry. "A Chapa 04 não foi notificada sobre da impugnação, mas se mantém tranquila, já que não há qualquer irregularidade, tem ciência que está respaldada pela  Lei e por todas as normas da consulta. As alegações da chapa Meritocracia são fantasiosas, vazias como um corpo sem alma e desprovidas de qualquer fundamento fático ou jurídico, sem guardar qualquer fidedignidade com a realidade dos fatos.", disse a nota.