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Abalado, pai fala sobre o filho vítima de chacina no Piauí

Família tinha boa relação com assassino e se negou a assinar documento para tirá-lo da comunidade

31/10/2014 12:28

Muita comoção, dor e lágrimas marcaram a manhã desta sexta-feira (31) no Instituto Médico Legal em Teresina, devido à espera pela liberação dos corpos das vítimas da chacina ocorrida na tarde de ontem, no povoado Palmeira de Cima, em São Miguel do Tapuio, a 279 km da capital. Clewilson Vieira, 34 anos, matou cinco pessoas, entre elas a própria esposa. Ele é conhecido no povoado como Chiê.

Foto: Jailson Soares/ODIA


Antonio Carvalho, desolado com a morte do filho Sidney Tavares, de 18 anos

Poucos familiares quiseram falar com a imprensa, mas Antonio Carvalho, pai do jovem Sidney Tavares, de 18 anos, falou sobre o filho e lembrou a boa relação que mantinha com o assassino, vizinho da família. �€œEle nunca apresentou um comportamento anormal. Havia mesmo um abaixo assinado para tirar da comunidade, mas eu nem compartilhei disso porque não via nenhum problema com ele. Já tinha ouvido sobre envolvimento com algumas coisas, mas com a gente ele era prestativo�€, conta Antonio.

Bastante abalado, o homem ainda falou sobre o filho, que nunca tinha se envolvido em confusão. �€œToda tarde ele fazia o mesmo percurso de deixar a esposa na escola. Era um menino estudioso e me ajuda na lavoura�€, disse o pai da vítima.

Sidney foi a terceira pessoa assassinada por Clewilson, que há poucos minutos já havia matado a esposa, Maria Moreira e o professor de informática, Roberto Crisóstomo. A quarta vítima da chacina foi o líder comunitário Juvêncio dos Reis da Silva, que estava sentado à mesa da sua casa aguardando para almoçar. Por último, Chiê matou o comerciante Claúdio Barros Oliveira e fugiu. Ele ainda teria ameaçado retornar ao povoado para matar outras pessoas.

A irmã do professor Roberto, Fernanda Oliveira, que é da cidade de Crateús, no Ceará, espera a liberação do corpo para levá-lo àquele estado. �€œA família foi pega de surpresa e está em choque�€, disse.


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A previsão é de que todos os corpos sejam liberados no início da tarde de hoje, enquanto a polícia continua fazendo buscas pelo assassino. Acredita-se que Chiê ainda esteja na região de São Miguel do Tapuio, escondido em uma mata já conhecida por ele, que é caçador. O temor da população de Palmeira de Cima é grande, por isso o movimento de policiais no local é intenso.

Por: Nayara Felizardo, com informações de Maria Clara Estrêla (estagiária)
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