Michel Jackson: Diretor do doc relata que acusador errou datas de abusos

O cineasta Dan Reed assumiu o erro presente no filme, mas defende que ele não é suficiente para questionar as acusações contra o músico.

03/04/2019 08:50h

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O cineasta Dan Reed utilizou a conta dele no Twitter para admitir que um dos homens que acusa Michael Jackson (1958-2009) de abuso sexual no documentário ‘Leaving Neverland (2019) errou as datas que os crimes teriam sido cometidos. Diretor do polêmico longa reunindo as acusações de James Safechuck e Wade Robinson sobre os crimes cometidos contra eles, Reed deu razão a um usuário do Twitter que o apresentou documentos que confrontam os relatos de Safechuck.


No documentário, James Safechuck relata ter sido abusado sexualmente por Jackson entre 1988 e 1992, dentro de um quarto ao lado da estação de trem instalada dentro de Neverland. No entanto, o usuário Mike Smallcombe, autor de uma biografia de Jackson, apresentou um documento com a autorização da prefeitura do Condado de Santa Barbara, onde Neverland está instalada, para a construção da estação e do quarto, mas datada do ano de 1994.

Dan Reed deu razão a Smallcombe. Em seu tuíte ele afirmou: “Sim, parece haver dúvidas em relação à data da estação. A data que eles erraram é a do final do abuso”. No entanto, o diretor disse que a confusão da data não implica no questionamento das acusações feitas por Safechuck: “Então você está dizendo que a história é mentira porque os abusos com o Safechuck terminaram quando ele tinha 16 ou 17 anos ao invés de 14. É uma diferença de três anos, isso não muda a história”.


James Safechuck em um comercial de 1988 (Foto: Reprodução )

Procurado pela imprensa britânica, o biógrafo de Jackson que apresentou as denúncias enfatizou suas críticas. “É isso que acontece quando você não investiga corretamente. Eu estou chocado que ele tenha saído em defesa de Safechuck”.

‘Leaving Neverland’ apresenta não apenas os depoimentos das duas supostas vítimas de Jackson, mas também apresenta as estratégias que o músico teria adotado para esconder seus crimes. A família do cantor está processando os produtores do longa e continua defendendo a inocência do artista. 

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Fonte: Revista Monet

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