Com tom menos sombrio, 'Shazam!' tem protagonista que já foi da Marvel

Inspirado em série de quadrinhos de 1939, "Shazam!" acompanha um garoto de 14 anos que recebe poderes de um feiticeiro.

08/04/2019 14:39h

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Fotografia escura, vilões macabros e cenas em que a porrada rola solta distanciaram os filmes de super-heróis da DC do Universo Cinematográfico Marvel, recheado de piadinhas e muito mais voltado para a diversão em família.

Coleção de filmes inspirados nos quadrinhos da Marvel, ele foi capaz de unir apelo popular à aprovação da crítica.

Demorou um pouco, no entanto, para o Universo Estendido DC perceber que não estava agradando. "O Homem de Aço" (2013), "Batman vs Superman: A Origem da Justiça" (2016), "Esquadrão Suicida" (2016) e "Liga da Justiça" (2017) amargam entre 27% e 56% de aprovação no site Rotten Tomatoes, agregador de críticas de cinema online.

Foi somente com "Mulher-Maravilha", em 2017, que a Warner Bros., estúdio por trás da marca, começou a mudar o jogo. Um maior investimento na fantasia e na aventura, em detrimento da ação, tirou do Universo Estendido DC o selo de "rotten" (o título é dado pelo Rotten Tomatoes para filmes com até 60% de críticas negativas, nível para o qual nenhum dos 21 filmes do universo da Marvel caiu).

"Mulher-Maravilha" agregou impressionantes 93% de avaliações positivas e, apesar de não ser igualmente bem sucedido, "Aquaman" (2018) conseguiu ser aprovado por 65% dos críticos. Agora, outro longa da DC surpreendeu os fãs ao conquistar também 93% de recomendações.

Inspirado em série de quadrinhos de 1939, "Shazam!" acompanha um garoto de 14 anos que recebe poderes de um feiticeiro. Com as novas habilidades, o jovem Billy Batson consegue se transformar em um adulto superpoderoso.

Ironicamente, o nome original do herói, quando foi criado pela Fawcett Comics, era Capitão Marvel. Ao longo dos anos, batalhas sobre direitos autorais e a venda do personagem para  a DC Comics o transformaram em Shazam.

Com trama que lembra "Quero ser Grande" (1988), "Shazam!" não deixa de fora piadas infantilóides, situações típicas de filmes "coming of age" (sobre a adolescência) e uma mensagem edificante.

Mas para o protagonista do longa, essas características não foram escolhidas especialmente para a adaptação cinematográfica.

"A história de Shazam é originalmente leve, então é claro que o filme tem um tom igualmente leve", diz Zachary Levi.

Descoberto pela série de comédia "Chuck", o ator tem vasta experiência no ramo de super-heróis. Seis anos antes de vestir o macacão vermelho e amarelo do alter-ego de Billy Batson, Levi fez um pequeno papel em "Thor: O Mundo Sombrio" (2013) e, mais tarde, o reprisou em "Thor: Ragnarok" (2017). Na saga da Marvel, ele vivia um guerreiro da terra mitológica Asgard.

"Eu tive a honra de estar no universo da Marvel, embora eu tenha sofrido uma morte rápida e sem cerimônias. Mas se eu não tivesse sido morto, eu não poderia renascer no universo DC", diz.

Diplomático, Levi desvia de comparações, mas acredita que a Marvel sacrificou particularidades de alguns heróis em prol de seu universo compartilhado.

"Eu acho que a DC está tentando se manter fiel aos seus personagens e ao tom dos quadrinhos", comenta sobre a roupagem mais sombria de filmes como "Batman vs Superman".

"A Marvel conseguiu criar um universo no qual todos vivem juntos, o que é incrível, mas às vezes você acaba abrindo mão e comprometendo detalhes de um personagem específico para poder encaixá-lo no resto da coisa."

Ao ser questionado sobre a possibilidade de Shazam compartilhar as telas com a Liga da Justiça, Levi é reticente.

As recentes tentativas de reiniciar o Universo Estendido DC e escalar novos atores para papéis vistos há pouquíssimo tempo nas telonas, como o do próprio Batman, certamente dificultam a interação entre os heróis.

Com direção de David F. Sandberg e coestrelado por Mark Strong, Asher Angel e Jack Dylan Grazer, "Shazam!" está em exibição nos cinemas.

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Fonte: Folhapress

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