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William Faulkner: um escritor notável

William Faulkner nasceu em 25 de setembro de 1897 em New Albany, Mississippi.

04/11/2019 13:49h

 Aclamado com o prêmio Nobel e dois Pulitzer, é autor de clássicos da literatura americana, como O som e a fúria (1929) e Luz de agosto (1932). Utilizando a técnica do "fluxo de consciência" consagrada por James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do sul dos Estados Unidos da América, interiorizando-a em seus personagens, a maioria deles vivendo situações desesperadoras no condado imaginário de Yoknapatawpha. Por muitas vezes descrever múltiplos pontos de vista (não raro, simultaneamente) e impor bruscas mudanças de tempo narrativo, a obra faulkneriana é tida como hermética e desafiadora. Faulkner faleceu de complicações cardíacas em 06 de Julho de 1962, logo depois de lançar seu último romance, Os desgarrados.  Sua obra reflete o desmoronamento do universo familiar e social de brancos e negros causado pela Guerra Civil Americana (1861-1865). Para ele, a fonte do mal é a escravidão, que teria afastado o homem da natureza. Vive até os 13 anos no Mississippi. Durante a I Guerra Mundial, por espírito de aventura, inscreve-se na aviação canadense e é enviado a Toronto. Ele jamais desmente a lenda de que teria participado de ações militares na Europa. Entra para a universidade em 1919, mas abandona o curso no ano seguinte. Trabalha como piloto, pintor de paredes e carteiro e, em 1924, publica o livro de poesias O Fauno de Mármore. Publicado em 1929, "O Som e a Fúria" não é só o seu melhor romance,  mas também uma das mais contundentes peças de ficção produzidas no século 20, de acordo com críticos da literatura. A história dos Compson, decadente família do Mississippi, tornou-se marco estético para o autor, que reconheceu nunca ter escrito obra que lhe fizesse sentir tamanho "êxtase" criativo. Disse ainda que o texto fluiu de sua pena a partir da imagem de uma garotinha com calcinhas sujas de lama que trepa numa árvore para bisbilhotar o funeral da avó. Indubitavelmente, uma grande obra.

Por: Marco Vilarinho

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