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Programa Rumos anuncia inscrições abertas para o edital 2019-2020

Representantes do Itaú Cultural virão a Teresina na próxima semana para conversar com artistas.

03/09/2019 07:07h

De nada adianta sermos um país rico em cultura e arte, se elas não forem preservadas nem fomentadas. Um dos maiores editais de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, foi lançado em São Paulo e deverá movimentar o cenário artístico nacional. Na edição passada, dos 78 projetos inscritos do Piauí, dois foram aprovados. 

“Mais uma vez reafirmamos questões relevantes, e continuamos garantindo que o Rumos seja plural na diversidade dos projetos que são aprovados, na geografia e no espírito”, afirmou Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. No total, a iniciativa recebeu mais de 64,6 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindos de todos os estados do país e do exterior. Dos inscritos, foram contempladas mais de 1,4 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa. 

O diferencial do Projeto Rumos é, além da desburocratização, o modo como os aprovados se tornam parceiros do Itaú Cultural. Para Eduardo Saron, esse é um aspecto importante do Rumo: “é um trabalho de parceria, de conversa, mas no final deixamos que o martelo seja batido por quem apresentou o projeto”. 

Criado para garantir a interação com a sociedade e garantir a democratização ao acesso da cultura, Saron reforça que o Projeto segue reafirmando a potência da arte no Brasil. 

“Esse ano o edital trouxe poucas mudanças, e acredito que o ato mais poderoso é manter o compromisso com a arte e com o artista”, explica o diretor. 

Uma das dificuldades que o Projeto Rumos enfrenta é a ausência de inscritos de áreas mais remotas do país, o que acaba fazendo um recorte menos equilibrado de todas as regiões. 

Buscando sanar essa deficiência, além do lançamento do edital em São Paulo, o Itaú Cultural sai – literalmente, pelo país com a Caminhada Rumos espalhando as informações sobre o edital, instigando artistas e produtores culturais a participarem e, acima de tudo, mostrando que ter o primeiro passo para ter um projeto aprovado é vencer o medo e se inscrever. 

A Caminhada Rumos percorre as 27 capitais do país com equipes do Itaú Cultural formadas por membros da Comissão de Seleção do Rumos apresentam o edital aos artistas, pensadores, pesquisadores, gestores da cidade e interessados no assunto e esclarecem dúvidas. 

Todos os encontros contam com interpretação em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. 

Em Teresina, o encontro já está marcado para o dia 11 de setembro na Casa da Cultura, no centro da Capital.

Trabalho de piauiense contemplado integra exposição em São Paulo

O piauiense Maurício Pokémon, selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2017- 2018, trabalhou com a comunidade ribeirinha Boa Esperança no projeto verdeVEZ. O tem central é exatamente essa busca de diálogo sobre o projeto de reurbanização da área onde vivem – Programa Lagoas do Norte. 


Maurício Pokémon foi selecionado pelo projeto (2017-2018) - Foto: Maurício Pokemon/Autocaptação

“O projeto foi um guarda- -chuva de ações de pesquisa, de ações dentro da comunidade da Boa Esperança e do Campo Arte Contemporânea”, afirma o piauiense. Pokemon produziu um universo de fotografias analógicas sobre as relações (literais e simbólicas) daquelas pessoas com o verde. A convivência com ribeirinhos gerou uma obra de imagens-testemunho sobre o diálogo orgânico entre o cotidiano da comunidade e a natureza de beira, natureza de rio: o Inventário Verde da Boa Esperança, que está em exposição n´O Tempo das Coisas – Mostra Rumos 2017-2018, no Itaú Cultural, reunindo um recorte da produção contemplada na última edição. 

“Esse edital não se trata de uma ajuda, é uma parceria entre o artista Mauricio Pokemon, entre a comunidade da Boa Esperança, o Campo Arte Comporâneo e o Itaú Cultural. Foi super interessante ver como o Itaú se coloca dentro do projeto e como parceiro, de acompanhamento do projeto, de ter ido algumas vezes em Teresina, de ter visitado a comunidade de Boa Esperança, se colocando sempre de maneira bem tranquila, bem aberta”, pontua ele.

Por: Biá Boakari, de São Paulo

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