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Irmã Dulce: a primeira santa brasileira

Neste domingo, 13 de outubro, Irmã Dulce, da Bahia, se tornará a primeira santa nascida no Brasil, após a sua canonização no Vaticano

12/10/2019 07:59h - Atualizado em 11/10/2019 18:11h

Em vida, Irmã Dulce já era chamada a "Santa da Bahia" ou "O Anjo Bom da Bahia". A sua dedicação aos pobres chamou a atenção do mundo. Todo o seu serviço era em favor dos "pobres mais pobres", como ela se referia aos acolhidos por ela. Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. 

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento. A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. O desejo de se dedicar à vida religiosa surgiu quando de uma visita sua, acompanhada por uma tia, a uma área de pessoas muito carentes.


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Logo após a sua formatura como professora, em 8 de fevereiro de 1933, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce. 

Em 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II no Brasil, Irmã Dulce foi convidada a subir no altar e recebeu do Papa um terço. Em 2000 recebeu do Papa João Paulo II o título de "Serva de Deus". Foram mais de 50 anos dedicados a dar assistência aos doentes, pobres e necessitados.  No dia 20 de outubro de 1991, ela recebeu a visita do Papa João Paulo II para receber a benção e a extrema-unção. Ela faleceu em Salvador, no dia 13 de março de 1992. Seus restos mortais estão enterrados na Capela do Hospital Santo Antônio. 

Em outubro de 2010, o Vaticano confirmou um milagre atribuído à religiosa baiana: a recuperação de uma mulher desenganada depois do parto. A cerimônia de beatificação foi em Salvador, no dia 22 de maio de 2011, presidida pelo Arcebispo Emérito de Salvador, Dom Geraldo Majella Agnelo, enviado do Papa Bento XVI. Como foi também comprovado um segundo milagre, Irmã Dulce recebeu a decisão de ser canonizada.

No dia 14 de maio de 2019, o Vaticano reconheceu o segundo milagre de Irmã Dulce, que será proclamada Santa, informou o Vaticano. O milagre ocorreu com uma pessoa cega que pediu ajuda à Irmã Dulce e acordou enxergando.

Edição: Marco Antônio Vilarinho

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