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Governo deve abrir crédito para evitar apagão na cultura, diz Sturm

Regina se reuniu no começo da semana com 21 dos 27 secretários estaduais de Cultura.

26/03/2020 11:06h

Com estreias suspensas e salas fechadas por recomendação do governo, os cinemas brasileiros enfrentam uma dura fase de incertezas para chegar ao outro lado da pandemia do coronavírus. Os campeões de bilheteria do último final de semana, afinal, venderam só cerca de 600 ingressos em todo o país.

Alguns exibidores começam a ser criativos. O Petra Belas Artes, por exemplo, lançou uma vaquinha online para angariar recursos.

O tradicional cinema de rua da cidade oferece como recompensa às doações desde ingressos para sessões cinematográficas –quando elas voltarem a ser realizadas, claro– até a personalização de uma poltrona de cinema com o nome do doador. O benefício depende do tamanho da contribuição.

O Belas Artes, que já passou por perrengues financeiros por falta de patrocinadores e ficou fechado de 2011 a 2014, hoje é bancado pela cervejaria Petra. Mas, segundo André Sturm, dono do cinema e ex-secretário da Cultura de São Paulo, o patrocínio dá só para o aluguel do lugar, altíssimo.

"Minha maior preocupação nesse coronavírus é a tragédia social", comenta ele. "Tenho quase 60 pessoas na equipe, todos estão em casa de férias coletivas, mas se isso durar muito tempo...", diz ele, sem completar a frase.

Nos Estados Unidos, a associação que congrega exibidores de cinema pediu publicamente ao presidente Donald Trump e ao Congresso que aprovassem medidas que reduzissem aluguel e outros impostos para seus funcionários, para compensar a perda na venda de ingressos. Países como Itália, Alemanha e França já confirmaram que vão ajudar redes de cinema nesse período de crise.

"Eu não esperaria que o governo me desse dinheiro", afirma Sturm. "Mas queria que abrissem, por exemplo, uma linha de crédito para que eu tivesse giro e devolvesse com tempo, com juros de governo e não de banco."

Para outros profissionais da cultura que funcionam de forma menos industrial, como o violonista de bar ou o pequeno circo, é preciso abrir uma linha a fundo perdido ou com contrapartida de numero de apresentações, opina Sturm. "Senão, vai ter uma calamidade no setor cultural, que foi o primeiro de todos a ter zero receita."

Sturm chegou a ser convidado para ocupar a Secretaria do Audiovisual em dezembro, na gestão de Roberto Alvim, mas nunca foi nomeado oficialmente para o cargo, que segue vago desde que Regina Duarte assumiu a Secretaria Especial da Cultura.

É esperado que a secretária anuncie medidas para mitigar danos a produtores culturais em breve. Regina se reuniu no começo da semana com 21 dos 27 secretários estaduais de Cultura. 

Fonte: Folhapress

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