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Em discussão, aspectos arquitetônicos da Avenida Frei Serafim

Trabalhos acadêmicos levantam discussões acerca das transformações no cenário urbano da cidade.

11/10/2019 07:17h

Em mais uma edição, o evento #vemprocentro, promovido por uma faculdade particular de Teresina, na quinta- feira (10), discutiu aspectos culturais, arquitetônicos e urbanísticos da Avenida Frei Serafim, com exposição de trabalhos e levantando discussões acerca das transformações da cidade. 

Na ocasião, a arquiteta urbanista Claudiana Cruz fez a palestra de abertura. Em conjunto com estudantes, ela desenvolve uma pesquisa para entender o significado que a Avenida Frei Serafim para as pessoas que passam pelo local. “Observamos, a gente vê quem frequenta, identificamos espaços, a gente tem visto uma transformação que não é mais no ritmo de antes, mas há muitas estruturas são obstruídas e ocupadas por carros, o que é ruim para a qualidade urbana, pois a avenida reflete não só a mobilidade, mas um processo de vivência, de cultura para as pessoas”, pontua a pesquisadora, afirmando que é preciso entender e questionar “O que queremos para a Frei Serafim no futuro?”.

Claudiana Cruz alerta que do ponto de vista histórico dos imóveis, as mudanças são drásticas e ocorrem de três formas: ou o prédio permanece e é apenas substituído o uso; ou ele é totalmente revertido, encapado, ou ele é totalmente destruído para dar lugar a outra coisa. A arquiteta urbanista lamenta que as novas construções não qualificam a avenida, pois se tratam de construções passageiras, sem permanência, e ligadas apenas ao viés econômico. 


Lara Lopes diz que a intenção é conscientizar para o problema - Foto: João Magalhães/O Dia

“Um supermercado, por exemplo, destruiu uma presença histórica, constrói um superequipamento e quando fecha ninguém sabe o que vai ser. Se a gente foca só na questão econômica, pontual, em construções temporárias, tem o benefício porque faz parte da dinâmica da cidade e do trabalho, mas perdemos a história, as identificações de lugar, de pertencimento, memória, não vai gerar valor agregado na cidade. Nós precisamos qualificar estes espaços”, argumenta. 

O presidente do CAU/PI, Wellington Camarço, afirmou durante o evento que é preciso ressaltar que o foco da Arquitetura e Urbanismo é sempre as pessoas. “A Frei Serafim já passou por muitas transformações e ainda passará por várias, o importante é lembrar que o mais importante é o ser humano, é pra ele que a Arquitetura e Urbanismo deve servir”, informou. 

A coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da faculdade promotora do evento, professora Lara Lopes, explicou que a intenção do #vemprocentro é mostrar para os estudantes que a formação não deve ser exclusiva para desempenhar projetos de arquiteturas, mas também acompanhar as transformações nas cidades e mostrar o papel dos profissionais na melhoria da qualidade de vida das pessoas nos centros urbanos.

Por: João Magalhães, do Jornal O Dia

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