Raiva canina: Zoonoses reafirma que animais sem donos poderão ser sacrificados

Segundo Paulo Marques, uma norma do Ministério da Saúde determina a investigação de todos os animais no raio de 05 km onde o caso suspeito foi detectado. Animais sem donos poderão ser sacrificados

30/09/2021 11:18h - Atualizado em 30/09/2021 17:43h

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O diretor do Centro de Controle Zoonoses, Paulo Marques, esclareceu nesta quinta-feira (30) a  polêmica que circula nas redes sociais sobre a eutanásia de animais após o surgimento de um caso suspeito de raiva canina no bairro Aroeira, na Zona Leste de Teresina. Segundo ele, uma norma estabelecida pelo Ministério da Saúde determina a investigação de todos os animais no raio de 05 km onde o caso suspeito detectado. Além disso, ele afirmou que os animais sem donos serão sacrificados após acompanhamento que deve durar 10 dias. 

"Essa é uma determinação do Ministério da Saúde. Nessa área onde aconteceu o caso suspeito de raiva, a norma determina o recolhimento desses animais de ruas e eles poderão ser capturados e eutanasiados. Eles ficaram recolhidos em um período de 10 dias. A grande maioria dos animais que estão nas ruas têm donos. Não podemos soltar o animal que teve contato com o outro doente que vive na região”, disse a reportagem.

Ainda segundo o diretor, uma fake news começou a circular nas redes sociais e em grupos de mensagens instantâneas. "A notícia falsa que circulou foi sobre ter dito o Centro iria pegar todos os animais de rua e sacrificar, quando na verdade não é isso. Os animais que ficarão em observação são aqueles que estão dentro do perímetro de onde o caso suspeito foi confirmado. Estamos pegando os animais e vacinando além disso fazendo um busca para identificar todos os donos", completa. 

Paulo Marques, contou que o trabalho do Centro é proteger as pessoas e fazer a vigilância contra diversas doenças que podem passar dos animais para o homem. Sobre o caso investigado, o diretor pontuou que está aguardando os resultados dos exames e que a área está sendo monitorada. 

“Não estamos indo atrás de animais para sacrificar nenhum. Não será feita eutanásia, nem temos interesse em pegar animal e levar para o Zoonoses. O que estamos fazendo nessa área onde foi encontrada essa cadela que deu positivo para raiva são mais dois exames para que possamos dizer se esse animal morreu de raiva. Nós vamos buscar informações de todos os animais que pudermos, os que estão sendo criados dentro de casa e nas ruas”, disse.

(Foto: Reprodução/PMT)

Paulo Marques reforçou a importância do monitoramento e lembrou que a raiva é uma doença grave, que não tem cura e que pode levar à óbito. “Se por acaso surgir sintomas, os animais serão conduzidos para o Zoonoses, mas não tenham medo, atendam os funcionários do Centro de Zoonoses em proteção não só dos animais, mas das pessoas. Temos que ter cuidado com a raiva porque todas as pessoas e animais que pegarem a doença morrerão, não existe tratamento para a raiva”, completou.

A vereador Thanandra Sarapatinhas usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso. Ela comentou que está acompanhando o caso e que as pessoas não devem temer por seus animais. 

“Como apareceu uma cadela que deu positivo para raiva, estão fazendo um monitoramento em um raio de 5km de área e posteriormente irão nas residências para saber se os animais apresentaram alguma mudança de comportamento, e até os animais de rua serão acompanhados. Não vão passar matando nenhum cachorro. Outra coisa que falaram é que o Zoonoses estava indo fazer a vacina dos animais, e todos estavam com medo e estranhando, pois não é de costume este tipo de estratégia. O Dr. Paulo me explicou que estão fazendo essa vacinação em todo o perímetro onde a cadela teve contato com outros animais e que a campanha antirrábica irá acontecer, pois estão chegando as seringas e isopor”, disse.

Monitoramento

Sobre a vacinação específica para os animais do bairro Aroeiras e do perímetro que está sendo monitorado, a assessoria de Comunicação da Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que o bloqueio do caso suspeito é feito de acordo com o tipo de vírus que infectou o cachorro.

Assim, a FMS está aguardando o resultado da amostra, que foi enviada para o Instituto Pasteur, em São Paulo, e deve demorar alguns dias. Ainda de acordo com o órgão, a vacinação para esses animais só será realizada se houver necessidade, de acordo com o protocolo para o tipo de vírus detectado.

Campanha de vacinação antirrábica

Com a relação à campanha de vacinação antirrábica destinada a cães e gatos de Teresina, que deveria ter iniciado no dia 25 de setembro, mas não aconteceu por falta de insumos como seringa e isopor, a FMS informou que está em fase de organização e que, assim, que concluída, serão anunciadas as datas definidas pela Gerência de Zoonoses. Desse modo, a campanha da Capital segue sem data para acontecer.

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