Tiroteio perto de hospital aterroriza médicos e Sílvio Mendes faz apelo

Uma mulher foi atingida por quatro tiros, um homem foi baleado no dedo e uma criança levou um tiro de raspão no Promorar

19/07/2017 14:07h - Atualizado em 19/07/2017 15:17h

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Após um tiroteio nas imediações da maternidade do Promorar, na Zona Sul de Teresina, o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Silvio Mendes, fez um apelo aos criminosos e pediu que os profissionais de saúde sejam respeitados. Ele deu uma coletiva de imprensa nesta quarta.

Ontem (18), duas pessoas foram alvejadas. Uma delas foi uma mulher identificada como Karolina Silva Santos, de 23 anos, atingida com quatro balas. Ela foi encaminhada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde passou por cirurgia. Um homem ainda não identificado foi atingido na mão e atendido no Hospital do Promorar. Com o casal também estava uma criança, que levou um tiro de raspão. A bala também atingiu um dos consultórios do hospital, mas não atingiu o médico presente no local.

As informações foram confirmadas pela diretora do Hospital do Promorar, Sandra Marina Gonçalves. “Foi no final do plantão, houve um movimento de correria para dentro das enfermarias, a bala atingiu um vidro da porta do hospital e se alojou atrás de um móvel do consultório médico. A equipe está em pavorosa, estamos recebendo muitas vítimas de arma de fogo e deixa a equipe muito preocupada em atender. Hoje temos dificuldade de ter profissionais para atender na portaria”, afirma Sandra.

De acordo com Silvio Mendes, os profissionais de saúde correm riscos devido à falta de segurança nas proximidades das unidades básicas da rede municipal. O gestor afirma que o tiroteio não foi um fato isolado e atribui a marginalidade social como culpada da situação. Além disso, ele destaca que a causa não deve ser naturalizada pela população.  “Segurança pública é uma abordagem complexa. É preciso união de todos e preciso principalmente do poder público nas causas especiais. A gente não pode se omitir. Não é só colocar nos ombros da repressão que vai ter solução”, fala Silvio Mendes. 

O presidente da FMS acrescenta que recentemente esteve reunido com representantes da Secretaria de Segurança Pública, entre eles o secretário Fabio Abreu, em que a fundação pediu orientação acerca do comportamento que se deve ter nessas situações, com intuito de buscar melhorar a segurança dos servidores municipais e da população. “Não vamos transferir responsabilidade, a responsabilidade é coletiva, principalmente do poder público, que não pode se omitir”, ressalta.

Silvio Mendes também ressalta que alguns profissionais da saúde têm se recusado a trabalhar em bairros mais periféricos da cidade, onde a criminalidade assusta. Várias unidades básicas têm instalado grades em suas dependências. “São esses médicos que atendem os próprios marginais quando são agredidos, acidentados. Nosso pedido é aos marginais que protejam quem trata da vida deles, é preciso pedir a eles para que preservem e protejam os serviços das saúdes deles e da família deles”, reforça.

Em nota, a Secretaria de Segurança afirmou que mantém parceria com a Prefeitura de Teresina colocando policiais militares à disposição em todas as unidades de saúde da capital. Esta determinação aconteceu após reunião realizada este ano entre a SSP-PI, Comando da PMPI, Fundação Municipal de Saúde. "Vale ressalta que também são mantidas rondas ostensivas nos hospitais, principalmente no bairro Promorar, onde temos a 2ª Companhia Independente de Polícia Militar do Piauí, localizada próximo àquela casa de saúde. A Secretaria de Segurança possui 270 PMs (ativos e inativos) prontos para esta parceria com a Prefeitura de Teresina", completa.

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Edição: Nayara Felizardo
Por: Letícia Santos

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