Número de mortes por Covid para de cair em Teresina

Os dados foram divulgados pela Fiocruz nessa sexta-feira (16)

17/07/2021 08:54h - Atualizado em 17/07/2021 09:59h

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Dados do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), incidam que a cidade de Teresina estabilizou o número de casos e mortes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – que segunda a fundação representa 98% dos casos submetidos a testes no país. No pico mais alto da pandemia – o Estado do Piauí – chegou a registrar 49 mortes pela doença . O último boletim da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí (Sesapi) informa estabilização com 15 óbitos.

Foto: Assis Fernandes/ODIA

Apesar dos números, Teresina está com nível transmissão comunitária da doença "extremamente alto" ao lado de cidades como Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Macapá, Maceió, Porto Alegre e São Paulo.

O maior grupo, de 12 capitais, apresenta transmissão em nível muito alto: Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís. 

O boletim alerta que essa situação "manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, com tendência de agravamento nas próximas semanas caso não haja nova mobilização por parte das autoridades e população locais".

Além da cidade de Teresina, outras capitais como em Florianópolis, João Pessoa, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro e no Plano Piloto de Brasília e arredores apontam indícios de estabilização dos casos e óbitos de SRAG.

Quando a análise se concentra nos estados, 20 das 27 unidades da federação tendem a ter redução dos casos e óbitos por SRAG, em uma análise de longo prazo, que abrange as seis últimas semanas. Amazonas e Amapá apresentam tendência de crescimento, enquanto Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rondônia tendem a manter o mesmo nível de casos e óbitos por SRAG. 

Na análise de curto prazo, que considera as últimas três semanas, o cenário é de maior estabilidade: cai para cinco o número de unidades da federação com tendência de queda na incidência de SRAG, enquanto apenas Rondônia indica crescimento. Para as demais, a tendência é manter o patamar dos casos e mortes pela síndrome respiratória.

Diante desse cenário, a Fiocruz recomenda cautela na hora de flexibilizar o distanciamento, para que a tendência de queda nos casos possa ser mantida por tempo suficiente para que o número de vítimas e internações seja significativamente baixo. Para os estados com sinal de retomada do crescimento e estabilização, a recomendação é reavaliar as flexibilizações adotadas.

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Fonte: Com informações da Agência Brasil

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