Teresina: há uma semana em greve, motoristas e empresários não entraram em acordo

Os trabalhadores pararam as atividades na última quinta-feira (28) após diversas tentativas de negociação com o Setut para assinatura da convenção coletiva

03/11/2021 10:16h - Atualizado em 03/11/2021 12:10h

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Há uma semana em greve, os motoristas e cobradores do transporte público de Teresina aguardam um posicionamento do sindicato patronal para negociar o fim do movimento, que segue por tempo indeterminado. Os trabalhadores pararam as atividades na última quinta-feira (28) após diversas tentativas de negociação com o Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina) para assinatura da convenção coletiva, que se arrasta desde 2020.


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O acordo trata das demandas mais urgentes da categoria, como o pagamento dos salários, que não estão sendo pagos - ou são pagos por meio de diárias -, bem como a garantia do ticket alimentação e plano de saúde, dentre outras pautas. 

O secretário de comunicação do Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí), Miguel Arcanjo, conta que a categoria aguarda um retorno do sindicato patronal para negociação e destaca que, até o momento, não recebeu a ordem de serviço do Strans (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito) que determina a quantidade de veículos que devem circular durante o período que ocorrer a greve.

(Foto: Isabela Lopes/ODIA)

“Ainda não tivemos nenhum avanço e estamos esperando que os empresários entrem em contato conosco para poder ver o que eles têm a dizer. Infelizmente a Strans ainda não nos forneceu a ordem de serviço. É lamentável, então fica inviável a gente dizer se está sendo cumprido [a decisão judicial] ou não. Estamos circulando com base no que consideramos ser 70%, mas acreditamos que a Prefeitura deve ter uma equipe nas garagens fazendo o acompanhamento desses carros que estão circulando”, disse.

Miguel Arcanjo comenta ainda que alguns motoristas e cobradores não estão aderindo à greve por necessitar dos valores pagos nas diárias. “O trabalhador tem o direito de ir e vir, e alguns não aderiram à greve por questões da empresa, porque infelizmente o trabalhador está trabalhando por diária. Se ele trabalha, recebe, se não trabalha, não recebe, então ele é obrigado a não aderir a greve”, completa.

Segundo decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI), 70% dos ônibus devem circular em horário de pico e 30% nos demais horários. Na segunda-feira (01/11), a Strans informou que estavam circulando 138 ônibus, dos 140 previstos.

Contraponto

Por meio de nota, o Setut informou que não há novidades com relação às negociações. A equipe de reportagem do PortalODIA.com tentou contato com a Strans, mas até o momento não obteve retorno. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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